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EUA criticam pressão da China sobre países africanos para bloquear viagem do presidente de Taiwan

22 abr 2026 - 18h56
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Os Estados Unidos estão preocupados ‌com o fato de vários países africanos terem revogado as autorizações de sobrevoo para o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, a mando da China, disse o Departamento de Estado nesta quarta-feira, chamando o incidente de abuso do sistema internacional de aviação civil.

Taiwan disse nesta semana que as Ilhas Seychelles, Maurício e ⁠Madagascar revogaram unilateralmente as autorizações de voo para que sua aeronave presidencial cruzasse o ‌espaço aéreo administrado por eles em uma viagem planejada para Essuatíni, anteriormente conhecido como Suazilândia, um dos aliados de Taiwan.

É o primeiro caso em ‌que um presidente de Taiwan teve que cancelar ‌uma viagem inteira ao exterior devido à negação de acesso ao espaço ⁠aéreo, representando uma nova estratégia chinesa à medida que intensifica os esforços para sufocar as iniciativas da ilha de se envolver internacionalmente.

"Esses países estão agindo a mando da China, interferindo na segurança e na dignidade das viagens de rotina das autoridades de Taiwan", disse um porta-voz do Departamento de Estado à ‌Reuters, sem nomear as nações insulares africanas.

A autoridade norte-americana disse que a responsabilidade de ‌gerenciamento desses países de ⁠determinado espaço aéreo ⁠internacional além de seu espaço aéreo soberano era "apenas para garantir a segurança da aviação, não ⁠para servir como uma ferramenta política para ‌Pequim".

"Esse é mais um ‌caso em que Pequim realiza sua campanha de intimidação contra Taiwan e seus apoiadores em todo o mundo, abusando do sistema internacional de aviação civil e ameaçando a paz e a prosperidade internacionais", disse a autoridade.

Pequim ⁠deve cessar a pressão militar, diplomática e econômica contra Taiwan, acrescentou a autoridade.

Uma autoridade sênior de segurança de Taiwan disse à Reuters que a China pressionou as Ilhas Seychelles, Madagascar e Maurício, ameaçando com sanções econômicas, incluindo a revogação do perdão da dívida.

O Escritório ‌de Assuntos de Taiwan da China negou a alegação, mas expressou apreço pela posição e "prática" dos três países em aderir ao princípio de uma só ⁠China.

A China considera Taiwan, governada democraticamente, como seu território, apesar da rejeição da reivindicação por Taipé, e frequentemente chama a questão de "linha vermelha" em suas relações diplomáticas com outros países.

A pequena nação de Essuatíni, no sul da África, é um dos 12 países que mantêm laços formais com Taiwan, reivindicada pela China. Lai deveria partir na quarta-feira para o 40º aniversário da ascensão do Rei Mswati 3º.

A última vez que um presidente taiuanês visitou Essuatíni, lar de cerca de 1,3 milhão de pessoas, foi em 2023, quando Tsai Ing-wen fez a viagem.

Diversos parlamentares dos EUA também condenaram a China pela medida e expressaram apoio a Taiwan. Os EUA não têm laços formais com Taiwan, mas são seu maior apoiador internacional e fornecedor de armas.

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