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EUA atacam ilha iraniana de Qeshm após Trump elogiar avanços diplomáticos

Os Estados Unidos atacaram na segunda-feira (2) a ilha iraniana de Qeshm, localizada no estratégico estreito de Ormuz, segundo o Wall Street Journal. O ataque foi noticiado pouco depois de Donald Trump ter demonstrado otimismo em relação às negociações com Teerã para encerrar o conflito, que já dura oito meses.

3 nov 2026 - 08h09
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Resumo
Na véspera das eleições de meio de mandato, os EUA realizaram ataques aéreos na ilha iraniana de Qeshm como parte de operações defensivas no Estreito de Ormuz. A ação militar ocorreu em meio a sinais contraditórios de distensão diplomática: Donald Trump expressou otimismo sobre um acordo iminente, enquanto o Irã condicionou a reabertura do estreito ao fim de sanções e bloqueios. A perspectiva de cessar-fogo provocou uma queda de mais de 7% nos preços internacionais do petróleo.

A agência oficial iraniana Irna informou que cinco explosões foram ouvidas na ilha de Qeshm e relatou que moradores viram duas aeronaves sobrevoando a região na segunda-feira. O ataque ocorreu na véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.  

Foto de arquivo da vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, atacada nesta segunda-feira, é de novembro de 2026, pelos Estados Unidos.
Foto de arquivo da vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, atacada nesta segunda-feira, é de novembro de 2026, pelos Estados Unidos.
Foto: REUTERS - Nicolas Economou / RFI

A ação faz parte de uma série de ofensivas limitadas conduzidas por Washington contra o Irã nas últimas semanas, disseram ao Wall Street Journal autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.  

Segundo a publicação, as Forças Armadas americanas tentam manter esses ataques em sigilo para evitar a suspeita de que os Estados Unidos pretendem retomar operações militares de grande escala. Questionado, o Comando Militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) nao fez comentários. 

Desde o início da guerra, desencadeada por ataques israelenses e americanos contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã mantém sob rígido controle o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o transporte de petróleo.  

Operações defensivas 

O Irã ataca regularmente embarcações que tentam furar o bloqueio e atravessar a passagem marítima sem autorização. As recentes operações americanas na região são descritas pelas autoridades dos EUA como defensivas, com o objetivo de impedir os ataques iranianos. 

Há dois meses, uma relativa calmaria militar tem sido observada na região, mas os Estados Unidos e Israel elevaram nos últimos dias o tom das ameaças, em meio à expectativa com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e às incertezas políticas pós-eleitorais em Israel.  

Na véspera da votação americana, Trump afirmou nesta segunda-feira que um acordo com Teerã "poderia acontecer". 

"O Irã quer um acordo, o mais rápido possível. Isso pode acontecer!", escreveu na segunda-feira o presidente americano em sua plataforma, a Truth Social. 

Também nesta segunda-feira, o Irã declarou que poderia reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, se EUA aceitassem as suas condições. Um projeto de acordo com Washington circula após as negociações realizadas no fim de semana. Entre as exigências estariam um cessar-fogo regional, a liberação dos ativos iranianos no exterior, o fim das sanções contra o setor de petróleo iraniano e o fim do bloqueio americano aos seus portos. 

Os preços do petróleo, que dispararam em razão do bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, despencaram mais de 7% nesta segunda-feira diante do otimismo com a possibilidade de um fim do conflito. 

Com AFP 

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