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Estatal russa diz que drone ucraniano atingiu engenheiros que desativavam minas nas proximidades de Zaporizhzhia

5 jun 2026 - 17h23
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A empresa russa de energia nuclear ‌Rosatom disse nesta sexta-feira que um drone ucraniano atingiu deliberadamente engenheiros que estavam desativando minas em uma área próxima da usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, ferindo pelo menos três pessoas.

A Rosatom disse que o incidente ocorreu no início ⁠de um cessar-fogo em torno da usina, mediado pelo órgão ‌de vigilância nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para restaurar a principal linha de energia externa ‌da usina.

"O ataque foi claramente calculado", ‌disse o chefe da Rosatom, Alexei Likachev, em ⁠comentários publicados em rede social. "Três de nossos engenheiros ficaram feridos. Dois estão em estado grave."

"A comunidade internacional deve saber das tentativas contínuas de infligir o máximo de danos à Usina Nuclear de Zaporizhzhia, ao pessoal responsável por garantir sua segurança... ‌apesar dos acordos que foram alcançados."

Em uma declaração separada, a Rosatom ‌disse que cinco ⁠pessoas ficaram feridas.

A ⁠AIEA disse ter sido informada do incidente pela administração da usina ⁠instalada na Rússia, e seu ‌diretor-geral, Rafael Grossi, pediu ‌o máximo de contenção militar e adesão total ao cessar-fogo em uma publicação no X.

Não houve comentário imediato da Ucrânia.

Maior usina da Europa, com seis reatores, Zaporizhzhia foi ⁠tomada pelas tropas russas nas primeiras semanas da invasão da Ucrânia por Moscou. Desde então, cada lado acusa o outro de realizar ações militares para comprometer a segurança nuclear.

A gerência da usina, instalada ‌pela Rússia, acusou a Ucrânia na quinta-feira de enviar mais de 20 drones para atacar uma usina térmica próxima, vital ⁠para o abastecimento da instalação.

A usina não gera eletricidade, mas precisa de energia externa para garantir que o combustível nuclear no local não superaqueça.

O último cessar-fogo foi o sexto negociado desde o final do ano passado para realizar reparos nas linhas de energia.

Em sua declaração, a AIEA disse que a segunda linha de energia externa da usina também foi derrubada após ataques a duas subestações elétricas localizadas na margem oposta do rio Dnipro.

Atualmente, a instalação depende de geradores a diesel, como ocorrido durante um mês no ano passado em circunstâncias semelhantes.

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