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EUA atacarão o Estado Islâmico pelo tempo necessário

O anúncio do Pentágono foi feito no mesmo dia em que outro jornalista americano foi executado pelos jihadistas

2 set 2014 21h44
| atualizado às 21h46
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<p>Simpatizante do Estados Islâmico ostenta bandeira do grupo terrorista</p>
Simpatizante do Estados Islâmico ostenta bandeira do grupo terrorista
Foto: Twitter

O Pentágono garantiu nesta terça-feira que manterá os bombardeios contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque pelo tempo que considerar necessário para expulsar a milícia extremista de posições estratégicas e impedir violações aos direitos humanos.

A afirmação foi feita pelo porta-voz do Pentágono, John Kirby, que ressaltou que os Estados Unidos continuarão com os ataques aéreos enquanto o EI "se configurar como uma ameaça".

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que a milícia extremista sunita publicou um vídeo no qual um terrorista encapuzado supostamente decapita o jornalista americano Steven Sotloff, em represália pelos ataques aéreos.

A gravação foi veiculada na internet duas semanas após a divulgação de outro vídeo similar, que mostrava a execução do jornalista James Foley e ameaças de morte a Sotloff se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não ordenasse o fim da ofensiva.

Ambos os reféns tinham sido sequestrados na Síria pelo EI, que agora controla grandes extensões do leste do país e o noroeste iraquiano.

Para o Pentágono, os terroristas continuam tentando retomar o controle da barragem de Mossul, no norte do país, ponto considerado como estratégico para o avanço do grupo no Iraque.

No último fim de semana, os Estados Unidos continuaram oferecendo ajuda humanitária, junto com outros aliados como Austrália, França e Reino Unido, à cidade de Amerli, também no norte do Iraque, que tem sido assediada pelo EI.

Além disso, o Pentágono continuou com bombardeios seletivos em apoio ao Exército iraquiano e às forças curdas, os peshmergas, contra posições controladas pelo EI.

O governo americano considera que conseguiu deter o avanço dos terroristas nessa região, mas não descarta novos ataques se a situação mudar.

No último dia 10 de junho, após assumir o controle temporário de Mossul, o grupo extremista declarou a formação de um califado nos territórios da Síria e do Iraque sob seu domínio.

EFE   
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