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De dentro do Congresso americano, tuítes relatam tensão e 'anarquia'

Nesta quarta-feira, Congresso Americano foi invadido por apoiadores do presidente Donald Trump

6 jan 2021 18h43
| atualizado às 19h05
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Milhares de pessoas se reuniram em Washington, inclusive com a presença de Trump mais cedo para contestar resultado da eleição de novembro
Milhares de pessoas se reuniram em Washington, inclusive com a presença de Trump mais cedo para contestar resultado da eleição de novembro
Foto: Reuters / BBC News Brasil

"Tive que evacuar meu escritório por causa de uma suspeita de bomba do lado de fora. Apoiadores do presidente estão tentando forçar a entrada no Capitólio e posso ouvir o que parecem ser vários tiros", escreveu a congressista republicana Elaine Luria, em seu perfil no Twitter, nesta quarta-feira (06/01).

"Não reconheço nosso país hoje e os membros do Congresso que apoiaram essa anarquia não merecem representar seus compatriotas americanos", acrescentou Luria, ao descrever situação no Capitólio, sede do Congresso Americano em Washington, nesta quarta.

O local foi invadido por apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o processo de certificação da vitória de Joe Biden.

A invasão ocorreu após uma grande manifestação que contou com a presença de Trump em frente à Casa Branca. Alguns participantes do ato marcharam até o Capitólio para denunciar o que consideram uma fraude eleitoral.

Por meio de tuítes, políticos americanos e jornalistas que estavam no Congresso no momento da invasão relataram os momentos de tensão.

"Pediram para nos proteger no chão e preparar nossas máscaras de gás. Isso é uma loucura", escreveu o congressista republicano Dean Phillips.

"Eles (os manifestantes) estão batendo nas portas. Todo mundo tem máscaras de gás. Posso ver alguns flashes fora dos gabinetes", tuitou o repórter Matt Fuller, que cobre o Congresso dos EUA no Huffpost.

A invasão

Após enfrentar policiais nas entradas do Congresso, algumas pessoas conseguiram entrar no prédio, o que levou à suspensão das sessões no Senado e na Câmara e ao bloqueio de acesso aos corredores das duas casas.

Os apoiadores do republicano que conseguiram entrar no Capitólio gritavam "We want Trump" ("Queremos Trump") e tiravam fotos com estátuas e outras instalações da construção histórica.

Com isso, a prefeita de Washington D.C. anunciou um toque de recolher a partir de 18h no horário local (20h em Brasília).

"Nunca vi nada nem perto disso. É uma situação trágica de assistir", escreveu o jornalista Nick Bryant, correspondente da BBC em Washington (EUA), em seu perfil no Twitter. Na publicação, ele compartilhou um vídeo que mostra uma briga entre manifestantes e policiais durante a invasão.

"Se isso estivesse acontecendo em um país diferente, em um continente diferente, estaríamos falando de um Estado falido", apontou Bryant, que cobre a política americana desde os anos 90.

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