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Estados Unidos

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Após 4 anos, Justiça italiana volta atrás e inocenta Amanda Knox

3 out 2011 - 16h51
(atualizado em 7/12/2011 às 16h35)
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A americana Amanda Knox foi absolvida nesta segunda-feira pela corte de Perugia, na Itália, da acusação de homicídio da britânica Meredith Kercher, 21 anos, ocorrida em 2007. Amanda, 24 anos, e seu ex-namorado, o italiano Raffaele Sollecito, 27 anos, foram inocentados nesta segunda-feira após apelarem contra as provas que os condenaram, em 2009. A americana havia sido sentenciada a 26 anos de prisão e o italiano, a 25. Meredith foi encontrada morta a facadas coberta por lençóis no próprio quarto, na casa onde morava com a americana.

Acusada de matar colega em jogo sexual é libertada na Itália:

A audiência de segundo grau durou cerca de 10 horas. A portas fechadas, o júri considerou que as provas que condenaram Amanda Knox e Raffaele Sollecito - como o DNA da americana encontrado em uma faca - eram insuficientes. Amanda deixou a corte chorando após o anúncio de sua libertação. Momentos depois, Deanna Knox, uma das irmãs da americana, fez um pronunciamento e agradeceu aos advogados que defenderam Amanda. Ela pediu que a privacidade da família seja respeitada.

Durante a audiência que determinou o futuro de Amanda, simpatizantes da americana se reuniram em frente à corte para defender sua libertação. Um homem levou uma boneca de Amanda com uma camiseta que dizia "All you need is love". A família de Meredith Kercher também acompanhou a audiência.

No decorrer do julgamento, promotores descreveram a americana como "uma bruxa" de dupla personalidade, com um lado "angelical, bom, misericordioso e de algumas formas até santo" e outro "demoníaco, satânico, diabólico". Já a defesa de Amanda a comparou à personagem Jessica Rabbit, do filme Uma Cilada para Roger Rabbit, dizendo que criou-se uma imagem de uma mulher calculista, libertina e aproveitadora para Knox, mas que na verdade ela era "fiel e amorosa". O advogado até usou uma frase do filme de animação: "(ela) não é má. Ela só foi desenhada assim".

Rudy Guede

Nascido na Costa do Marfim, Rudy Hermann Guede, 24 anos, também foi condenado pelo homicídio de Meredith Kercher. O jovem, que se declarou inocente, optou por um julgamento rápido, sem passar pelo júri popular, e recebeu uma sentença de 30 anos de prisão. Após apelar à Justiça, sua pena foi reduzida para 16 anos de cárcere privado.

Exames comprovaram que Guede havia feito sexo com Meredith e usado o banheiro da casa da jovem antes de seu assassinato. Ele contou à polícia que havia tido relações sexuais consentidas com a britânica e, depois, utilizado o banheiro. Segundo Guede, enquanto estava na peça, ouvia música com fones de ouvido. Mesmo assim, ele afirmou ter escutado Meredith gritar no quarto. Quando saiu do banheiro, segundo sua versão, um homem "desconhecido" teria gritado antes de pular a janela e fugir: "você está enrrascado, seu negro bastardo". Rudy Hermann Guede foi preso pela polícia da Alemanha quando tentava fugir em um trem.

Entenda o caso

Meredith Kercher Cara Susanna, 21 anos, foi encontrada morta no dia 2 de novembro de 2007, na casa onde vivia com Amanda Knox e outras duas italianas - que estavam fora da cidade na data. A britânica tinha marcas de facadas e de agressão sexual, além de um corte na garganta.

Amanda e Sollecito foram presos no dia 6 de novembro de 2007. Em seguida, a polícia prendeu Patrick Lumumba, que foi inocentado mais tarde. Cerca de duas semanas depois do assassinato, Rudy Guede se tornou suspeito de participação no crime a partir de impressões digitais dele que foram encontradas em um travesseiro de Meredith. Guede foi preso no dia 20 de novembro daquele ano, na Alemanha, e extraditado à Itália em 6 de dezembro.

Fonte: Terra
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