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Embaixadores de EUA e Irã surpreendem ao conversar após reunião na ONU

20 dez 2019 - 13h09
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A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) deu uma rara demonstração pública de compaixão ao seu colega do Irã na câmara do Conselho de Segurança na quinta-feira, expressando seus pêsames pela morte de uma criança iraniana.

A embaixadora norte-americana na ONU, Kelly Craft, conversa com o embaixador iraniano na ONU, Majid Takht Ravanchi, na sala do Conselho de Segurança
19/12/2019
TV ONU via REUTERS
A embaixadora norte-americana na ONU, Kelly Craft, conversa com o embaixador iraniano na ONU, Majid Takht Ravanchi, na sala do Conselho de Segurança 19/12/2019 TV ONU via REUTERS
Foto: Reuters

Desde que Washington se retirou do acordo nuclear com o Irã em maio de 2018, as tensões entre os EUA e Teerã só aumentaram.

Mas depois de uma reunião áspera no Conselho de Segurança a respeito do cumprimento do pacto firmado em 2015 entre potências e o Irã, a embaixadora Kelly Craft foi conversar com o embaixador do Irã na ONU, Majid Takht Ravanchi.

Ravanchi havia falado sobre uma menina de dois anos durante seu comunicado ao conselho de 15 membros, dizendo que ela morreu em junho devido a uma doença rara, conhecida como epidermólise bolhosa, por causa das sanções norte-americanas.

Uma autoridade da missão dos EUA na ONU disse que Craft estava dando condolências a Ravanchi.

O porta-voz da missão iraniana, Alireza Miryousefi, disse que eles "meramente tiveram uma conversa curta sobre pacientes de EB afetados pelas sanções".

"Não é incomum diplomatas da ONU credenciados na ONU depararem uns com os outros, ou ter encontros breves, na sede", tuitou Miryousefi.

Mas interações tão diretas entre autoridades iranianas e norte-americanas foram muito raras nos últimos anos.

Desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou seu país do acordo nuclear, seu governo reativou sanções a Teerã visando estrangular as exportações de petróleo cru do regime, sua principal fonte de reservas.

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