El Salvador prevê libertação antecipada de 5 mil presos ligados a gangues
Bukele explicou que benefício se dará por programa de prestação de serviços
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, avalia a libertação antecipada de cerca de 5 mil presos classificados como colaboradores ocasionais de gangues. A medida contempla metade desse grupo específico por meio do programa de trabalho comunitário e reabilitação "Cero Ocio", com análise individual dos casos. A iniciativa ocorre sob o regime de exceção vigente desde março de 2022, período em que a população carcerária do país ultrapassou 96 mil pessoas.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou que avalia a libertação antecipada de cerca de 5 mil detentos ligados a grupos criminosos.
A medida será aplicada à metade dos 10.629 presos classificados como "colaboradores ocasionais" e não ao total de mais de 96 mil indivíduos da atual população carcerária. Os detentos poderão obter benefícios penais ao participar do programa "Cero Ocio", uma iniciativa voltada à realização de trabalhos de serviço público.
De acordo com Bukele, a libertação será avaliada caso a caso.
"Nossa avaliação preliminar sugere que cerca de 50% dos 10 mil presos poderiam ingressar no programa, o que lhes permitiria passar por um processo de reabilitação e obter a liberdade mais cedo, ao invés de esperar dez anos, apenas para saírem como criminosos ainda mais endurecidos", afirmou Bukele, que não especificou quando a proposta terá início.
Desde março de 2022, vigora em El Salvador um regime de exceção, medida que, apesar das críticas internacionais, continua a contar com amplo apoio entre a população.
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