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Democrata é retirado do Congresso americano após protesto contra vídeo racista publicado por Trump

Ato aconteceu durante a chegada do presidente à Casa, onde fez balanço sobre seu mandato. No início do mês, o republicano publicou um vídeo retratando Barack e Michelle Obama como macacos

25 fev 2026 - 07h49
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O líder da maioria na Câmara dos Representantes, Steve Scalise, bloqueia uma placa segurada pelo deputado Al Green, enquanto o presidente Donald Trump chega para seu discurso
O líder da maioria na Câmara dos Representantes, Steve Scalise, bloqueia uma placa segurada pelo deputado Al Green, enquanto o presidente Donald Trump chega para seu discurso
Foto: Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images

O deputado democrata Alexander N. Green foi retirado do Congresso americano, nesta terça-feira, 24, após levantar um cartaz com a frase "negros não são macacos", em referência ao vídeo racista contra Barack e Michelle Obama publicado pelo presidente Donald Trump. O ato aconteceu momentos antes do discurso do republicano no tradicional evento de prestação de contas do país intitulado State of the Union (Estado da União, em tradução livre).

O congressista veterano do Texas ficou de pé quando Trump chegou à sessão conjunta e exibiu o cartaz de protesto. Momentos depois, alguém na plateia aparece e tenta arrancá-lo de suas mãos.

Green só deixou o local após seguranças o escoltarem para fora do Congresso. Ele foi retirado da sessão em meio a gritos de "USA! USA! USA!" ("Estados Unidos! Estados Unidos! Estados Unidos!").

A publicação posteriormente excluída de Trump na plataforma Truth Social mostrava os Obama, o primeiro casal presidencial negro da história dos Estados Unidos, representados como macacos. O vídeo provocou revolta em espectros divergentes da política americana.

O senador Tim Scott, o único parlamentar negro do Partido Republicano no Senado do país, classificou o vídeo como "a coisa mais racista que eu vi vinda dessa Casa Branca.

No ano passado, Green também foi retirado do Congresso durante um discurso de Trump. Ele gritou e sacudiu a bengala que utilizava contra o republicano. /Com AFP

Estadão
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