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Coreia do Sul muda para política de "paz em primeiro lugar" em relação à Coreia do Norte, mantém meta de desnuclearização

23 jul 2026 - 09h25
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A Coreia do Sul ‌está abandonando a política de "desnuclearização em primeiro lugar" em favor de uma abordagem de "paz em primeiro lugar" em relação à Coreia do Norte, disse nesta quinta-feira o ministro da Unificação, Chung Dong-young, mantendo, no entanto, o objetivo final de uma Península Coreana livre de armas nucleares.

"O objetivo final ⁠da desnuclearização não foi abandonado, mas a abordagem de 'desnuclearização em primeiro lugar', sim", ‌afirmou Chung, segundo informações divulgadas por seu ministério em uma coletiva de imprensa.

Ele disse que Seul substituiu essa abordagem por uma que prioriza ‌a suspensão inicial das atividades nucleares da ‌Coreia do Norte.

A Coreia do Sul está desenvolvendo uma estratégia que ⁠buscaria, inicialmente, congelar o programa nuclear da Coreia do Norte, disse Chung, argumentando que atrasos contínuos permitiriam que Pyongyang expandisse seu arsenal nuclear.

A Coreia do Norte ainda opera centrífugas em instalações subterrâneas de enriquecimento de urânio e um reator produtor de plutônio em uma instalação em Yongbyon, ‌enquanto sua capacidade de produzir ogivas nucleares continua a aumentar, disse ele.

Chung disse ‌que exigir a desnuclearização ⁠logo no início ⁠havia impedido as negociações em um momento em que o diálogo formal intercoreano estava ⁠suspenso há sete anos.

"Se a ‌desnuclearização for colocada como condição ‌prévia para o diálogo, a realidade é que o diálogo não poderá começar", disse ele, acrescentando que o governo reformulou seu objetivo como a conquista de uma Península Coreana livre de armas nucleares.

A ⁠Coreia do Norte tem se mantido hostil às tentativas de aproximação do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, apesar de seus esforços para amenizar as tensões, incluindo a suspensão das transmissões por alto-falantes contra Pyongyang e a adoção de medidas para coibir ‌o lançamento de panfletos de propaganda por ativistas.

Pyongyang afirmou não ter interesse nas propostas de Seul nem na retomada do diálogo, e acusou ⁠Lee de dar continuidade a uma política de confronto ao manter laços estreitos com os Estados Unidos.

Chung afirmou que ainda há uma "necessidade estratégica" tanto na Coreia do Norte quanto nos Estados Unidos para a retomada das negociações. Ele apontou os encontros previstos entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, como oportunidades potencialmente cruciais, dizendo que Seul deve intensificar sua diplomacia antes desses encontros.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, declarou no final de 2023 que as duas Coreias eram Estados hostis separados, e não parceiros em busca de uma eventual unificação — uma mudança fundamental em relação à sua abordagem tradicional em relação ao Sul.

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