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Coreia do Norte diz que aumento de armamento liderado pelos EUA justifica expansão de força nuclear

17 set 2026 - 09h01
(atualizado às 09h31)
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Resumo
No Fórum de Xiangshan, em Pequim, o vice-ministro da Defesa da Coreia do Norte, Kim Kang Il, declarou que o status nuclear do país é irreversível e classificou a desnuclearização como um "sonho impossível". Ele justificou a expansão contínua de seu arsenal atômico como uma medida de autodefesa diante da aliança militar entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, acusando Washington de manter uma postura hostil que eleva as tensões na região e reforçando a busca de Pyongyang por apoio da China.

O vice-ministro da ‌Defesa da Coreia do Norte afirmou nesta quinta-feira que o crescente reforço militar liderado pelos EUA e o que ele chamou de aliança nuclear em expansão entre Washington, Seul e Tóquio justificam os esforços de Pyongyang para fortalecer ⁠e expandir suas forças nucleares.

Ao discursar no Fórum de ‌Xiangshan, em Pequim — a principal conferência de segurança internacional da China —, o vice-ministro da Defesa Kim Kang Il ‌disse que o status da Coreia ‌do Norte como potência nuclear é irreversível e ⁠prometeu continuar expandindo seu arsenal nuclear.

"O incessante aumento do armamento nuclear dos Estados inimigos justifica plenamente a construção de um escudo nuclear sólido para a RPDC", disse Kim, usando a sigla para o nome oficial da Coreia ‌do Norte, República Popular Democrática da Coreia.

"À medida que a ‌ameaça nuclear dos ⁠Estados inimigos ⁠atinge um nível extremo... a RPDC defenderá firmemente a paz e ⁠a estabilidade na Península ‌Coreana e na região, ‌expandindo e fortalecendo incessantemente sua força de dissuasão nuclear de autodefesa."

Kim atribuiu as tensões na Península Coreana ao que chamou de política hostil "invariável" de Washington em ⁠relação à Coreia do Norte e acusou os Estados Unidos de transformar a cooperação trilateral com a Coreia do Sul e o Japão em uma aliança nuclear.

Ele afirmou que o status ‌constitucional da Coreia do Norte como potência nuclear é "linha sem recuo" e instou outros países a abandonarem o que ⁠chamou de "sonho impossível" da desnuclearização.

A participação de Kim no Fórum de Xiangshan marcou uma rara aparição de alto nível da Coreia do Norte em um encontro internacional de segurança nos últimos anos e ocorreu em um momento em que Pyongyang busca laços mais estreitos com Pequim em meio às tensões com Washington e seus aliados.

Questionado sobre a possibilidade de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong Un, Kim disse não estar em posição de discutir se tal cúpula poderia ocorrer.

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