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Com centenas de desaparecidos, Nepal recusa equipes de resgate estrangeiras

Ex-embaixador relacionou decisão à proximidade com o Tibete chinês

28 ago 2026 - 09h54
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Resumo
O Nepal recusou equipes de resgate estrangeiras após inundações deixarem mais de 500 mortos e cerca de 900 desaparecidos. O governo afirmou que suas forças de segurança são suficientes para as buscas e negou que a decisão se deva à proximidade da fronteira com o Tibete. Vários países, incluindo a Coreia do Sul — que tem cidadãos desaparecidos no local e enviará ajuda financeira —, ofereceram apoio e continuam negociando com as autoridades nepalesas.

O Nepal afirmou que, no momento, não necessita de assistência estrangeira nas operações de busca e resgate após as devastadoras inundações que atingiram o norte do país, apesar das ofertas de ajuda recebidas de vários governos.

    "Nosso aparato de segurança está conduzindo as operações de busca e resgate. Por enquanto, não precisamos desse tipo de auxílio", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Katmandu, Lok Bahadur Chhetri, citado pela agência Reuters.

    Entre os países que se ofereceram para enviar equipes de busca e socorro estão Bangladesh, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, Reino Unido e Sri Lanka, segundo o jornal Kathmandu Post.

    A Coreia do Sul confirmou que o Nepal sinalizou, por ora, não ter intenção de aceitar equipes estrangeiras. "A Coreia do Sul continuará negociando com o Nepal sobre a questão", informou o Ministério das Relações Exteriores de Seul, que vai destinar US$ 1 milhão em ajuda humanitária por meio de organizações internacionais.

    A situação é especialmente delicada para a Coreia do Sul porque nove cidadãos do país que trabalhavam em uma usina hidrelétrica estão desaparecidos, e outros 10 ficaram bloqueados, de acordo com Seul.

    Dinesh Bhattarai, ex-embaixador do Nepal na ONU em Genebra, associou a decisão de recusar equipes estrangeiras ao fato de a zona atingida pelas inundações fazer fronteira com o Tibete, região sensível para a China.

    O porta-voz da chancelaria nepalesa, no entanto, rejeitou essa interpretação. "A decisão não está ligada à sensibilidade da China em relação ao Tibete, mas ao fato de que as equipes de resgate nepalesas estão gerenciando diretamente as operações", afirmou ele, segundo a Reuters.

    Até o momento, de acordo com as autoridades do Nepal, as inundações já deixaram mais de 500 mortos e cerca de 900 desaparecidos. .

Ansa - Brasil
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