Brasil celebra sinal verde provisório para acordo UE-Mercosul
Governo e oposição se uniram a respeito de tratado entre blocos
O governo brasileiro e a oposição receberam com satisfação o sinal verde para a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, a partir de 1º de maio, conforme anunciado por Bruxelas nesta segunda-feira (23).
O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou o acordo como "uma oportunidade histórica" e destacou a urgência de transformá-lo em resultados concretos. "É o maior acordo interblocos do mundo: devemos agir rapidamente para transformá-lo em investimentos, empregos e crescimento", afirmou.
Para o governo, o avanço representa um movimento estratégico para ampliar a inserção do Brasil nos mercados globais, mas sua eficácia dependerá da capacidade de transformar oportunidades em resultados efetivos.
A oposição também manifestou apoio. A senadora Tereza Cristina classificou o acordo como um "marco importante", mas fez um alerta sobre os desafios à frente. "Não basta comemorar: precisamos defendê-lo, implementá-lo e explorar plenamente seus benefícios", declarou.
Segundo a parlamentar, o pacto abre perspectivas em setores-chave como comércio, investimentos e tecnologia, mas exigirá ajustes internos, coordenação entre diferentes instituições e apoio aos setores mais expostos à concorrência internacional.
O acordo abrange um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas e prevê a eliminação gradual de tarifas, além de promover maior integração econômica entre os dois blocos.