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Biden se reúne com líderes do Congresso para impedir paralisação do governo

27 fev 2024 - 11h07
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai se reunir com os principais líderes do Congresso nesta terça-feira, em uma tentativa de evitar uma paralisação parcial do governo que pode começar em apenas quatro dias e para pedir aos parlamentares que aprovem um pacote de ajuda para Ucrânia e Israel.

A reunião na Casa Branca acontece quase dois meses depois que o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano Mike Johnson, e o líder da maioria no Senado, o democrata Chuck Schumer, concordaram com um nível de gastos discricionários de 1,59 trilhão de dólares para o ano fiscal que começou em 1º de outubro.

Apesar desse acordo, o Congresso não conseguiu cumprir seu dever básico de financiar o governo, em grande parte devido às brigas internas dos republicanos, que controlam a Câmara por uma pequena margem.

"Uma prioridade ou dever básico e fundamental do Congresso é manter o governo aberto", disse a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, aos repórteres na segunda-feira. "Portanto, é isso que o presidente deseja ver. Ele terá essas conversas."

O projeto de lei de gastos está sendo retido pelas exigências dos republicanos conservadores da Câmara, que querem ver cortes de despesas e motivações ideológicas na forma como o dinheiro é gasto. Um grupo de republicanos radicais levou o governo à beira de uma paralisação três vezes nos últimos seis meses.

Schumer e Johnson trocaram acusações nos últimos dias sobre quem é o culpado pelo impasse. Na segunda-feira, Schumer disse aos repórteres que "os democratas estão fazendo tudo o que podem para evitar uma paralisação".

O primeiro lote de financiamento do governo, que inclui dinheiro para agências que supervisionam a agricultura e o transporte, vai expirar na sexta-feira à meia-noite, enquanto o financiamento para outras agências, incluindo o Pentágono e o Departamento de Estado, terminará em 8 de março.

O pacote de gastos do governo é separado do projeto de lei de ajuda à segurança nacional que inclui financiamento para Ucrânia e Israel, mas Biden defenderá ambos.

A Câmara está sob pressão para aprovar o pacote de segurança nacional de 95 bilhões de dólares que reforça a ajuda para Ucrânia, Israel e o Indo-Pacífico. A legislação foi aprovada pelo Senado de forma bipartidária em uma votação de 70 a 29 neste mês, mas Johnson tem resistido a apresentar o projeto para votação na Câmara.

A Casa Branca tem aumentado a pressão pública sobre Johnson nas últimas semanas, à medida que a Ucrânia marcou o segundo aniversário da invasão russa.

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