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Ataque de Israel mata duas pessoas no Líbano em teste para cessar-fogo ligado ao Irã

23 jun 2026 - 10h11
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Tiros disparados por Israel mataram duas pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira, informaram a Defesa Civil e o Ministério da Saúde do Líbano, o que levou o Hezbollah, apoiado pelo Irã, a acusar Israel de violar um cessar-fogo que, em grande parte, tem sido respeitado ⁠desde domingo.

A trégua nos combates é a mais longa até agora nesta ‌guerra, que foi desencadeada pelo conflito entre os EUA e o Irã em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel ‌em apoio a Teerã, levando Israel a lançar ‌sua segunda ofensiva no país desde 2024.

A rodovia ao sul ⁠ficou congestionada com carros na terça-feira, já que a relativa calma incentivou as pessoas deslocadas a voltarem para casa, apesar das preocupações quanto à solidez do cessar-fogo e com as forças israelenses ainda posicionadas no interior do Líbano.

A guerra tem pairado sobre os esforços diplomáticos para resolver o ‌conflito entre os EUA e o Irã, que exigiu que Israel suspendesse os ‌ataques no Líbano como ⁠parte de seu ⁠acordo provisório com Washington, vinculando o destino das negociações mais amplas ao conflito no ⁠Líbano.

O tiroteio representou as primeiras mortes ‌desde domingo.

Soldados israelenses abriram ‌fogo contra um grupo de pessoas perto de uma escavadeira que limpava uma estrada no bairro de al-Deir, em Nabatieh al-Fawqa, segundo informaram o prefeito local e a agência de notícias estatal libanesa NNA.

As ⁠Forças Armadas israelenses não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre o incidente.

O Hezbollah, em comunicado, afirmou que dois civis foram mortos no tiroteio em Nabatieh al-Fawqa e acusou Israel de violar o cessar-fogo. Não informou se pretendia responder.

Questionado sobre ‌o último incidente, o embaixador do Irã nas Nações Unidas em Genebra, Ali Bahreini, disse aos repórteres que qualquer violação do memorando de ⁠entendimento no Líbano criaria desafios para as negociações de paz.

"O Líbano é uma parte inquestionável do acordo, e tudo o que acontece no Líbano afeta todo o processo; cabe aos Estados Unidos usar toda a sua influência contra Israel para fazê-lo interromper os ataques contra o Líbano", declarou ele.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira que as tropas tinham total liberdade de ação para impedir qualquer ameaça direta ou iminente do Hezbollah contra elas ou contra cidadãos israelenses, e que permaneceriam no Líbano "pelo tempo que for necessário".

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