Após pressão de Trump, G7 aceita liberar reservas de diesel
100 milhões de barris serão postos no mercado para conter preços
Após pressão de Donald Trump, o G7 e a União Europeia concordaram em liberar 100 milhões de barris de reservas estratégicas de diesel em quatro meses. A ação coordenada busca conter a disparada dos preços dos combustíveis e a inflação, agravadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. A decisão afasta a ameaça dos Estados Unidos de suspender exportações à Europa e foca em maximizar a produção das refinarias locais para garantir energia acessível aos cidadãos.
Os países do G7, grupo que reúne sete das maiores economias do mundo e a União Europeia, chegaram a um acordo nesta sexta-feira (2) para liberar 100 milhões de barris de suas reservas estratégicas de diesel ao longo de quatro meses.
A medida tem como objetivo fazer frente à disparada dos preços dos combustíveis por causa do prolongado bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa do Irã, e chega após pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a UE reduzir seus estoques de emergência de diesel.
"A Europa acabou de concordar em liberar uma enorme quantidade de suas grandes reservas de óleo diesel. O processo terá início imediato", escreveu o republicano na plataforma Truth Social.
Ele havia ameaçado proibir as exportações do combustível para a União Europeia, enquanto tenta conter a disparada da inflação para evitar uma derrota nas eleições de meio de mandato, em novembro, quando pode perder o controle do Congresso para a oposição democrata.
A decisão sobre o diesel foi tomada em uma reunião virtual dos líderes do G7 convocada pelo presidente da França, Emmanuel Macron. "Concordamos em trabalhar de modo coordenado para contribuir para reduzir os preços dos produtos petrolíferos, sobretudo o diesel. Decidimos tornar a produção mais flexível, explorando ao máximo a capacidade de nossas refinarias, e liberar até 100 milhões de barris de nossas reservas ao longo de quatro meses", escreveu o mandatário no X.
Segundo Macron, a medida será coordenada com a Agência Internacional de Energia (AIE). Já a presidente do Executivo europeu, Ursula von der Leyen, elogiou a decisão do G7 de "não impor nenhum veto a exportações aos aliados", em referência às ameaças dos EUA.
"Nossos cidadãos precisam e merecem energia acessível. Trabalharemos em estreita colaboração com o G7 para atingir esse objetivo", acrescentou.
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