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Após outubro mais quente já registrado, 2026 deve superar 1,5°C acima do nível pré-industrial, diz UE

6 nov 2026 - 09h51
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Resumo
Após registrar o mês de outubro mais quente da história, com 1,75°C acima da era pré-industrial, 2026 deve ser o segundo ano a superar o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, segundo a União Europeia. O resultado marca o terceiro mês consecutivo acima dessa marca, impulsionado pela intensificação do El Niño no Pacífico e por recordes históricos na temperatura dos oceanos. O aquecimento global elevado agrava riscos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor.

O mundo teve o ‌mês de outubro mais quente já registrado, e é praticamente certo que 2026 se tornará o segundo ano, depois de 2024, a alcançar temperatura média superior a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, informou na sexta-feira ⁠o serviço climático Copernicus, da União Europeia.

"Outubro de 2026 foi ‌o mês de outubro mais quente já registrado globalmente, com uma temperatura média do ar na superfície ‌de 1,75°C acima do nível pré-industrial", ‌afirmou o Copernicus em comunicado.

Os dados de outubro ⁠marcam o terceiro mês consecutivo acima do limite de 1,5°C, segundo o Copernicus, à medida que as condições do El Niño se intensificam no Pacífico tropical e a média de quatro anos, de 2023 a 2026, também ‌deve ultrapassar essa marca.

Sob o Acordo de Paris de ‌2015, os países concordaram ⁠em tentar ⁠limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, embora ⁠a meta se refira ‌a uma média de ‌longo prazo, portanto, um único ano acima desse limite não significa que ele tenha sido ultrapassado.

Cientistas afirmam que um aquecimento acima de 1,5°C aumenta drasticamente ⁠o risco de ondas de calor severas, secas, inundações e outros impactos climáticos.

O Copernicus também afirmou que 2026 tem grande probabilidade de ser o segundo ano mais quente já registrado, com ‌cerca de 20% de chance de igualar ou superar 2024, atualmente o ano mais quente.

Em outubro, a temperatura média ⁠da superfície do mar fora das regiões polares atingiu 20,95°C, a mais alta já registrada para o mês, superando o recorde anterior para outubro, estabelecido em 2023.

No Pacífico tropical, onde as condições do El Niño continuaram a se intensificar, a anomalia mensal da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 — a zona central-equatorial do Pacífico usada para monitorar o El Niño — atingiu um recorde histórico de 3,21°C acima da média, superando os picos registrados durante eventos anteriores de El Niño muito intensos.

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