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Após ameaças a estrangeiros, ICE confirma 14 prisões durante eleições

Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA divulgou os nomes dos detidos; brasileiros estão entre os citados

3 nov 2026 - 19h21
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Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
Foto: Reprodução/X

O ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) prendeu 14 estrangeiros acusados de envolvimento em fraudes eleitorais e outros crimes, durante as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nesta terça-feira, 3. A votação começou às 9h de Brasília e se encerra às 23h.

No início da tarde desta terça, o ICE publicou uma mensagem direcionada a imigrantes que “votarem ilegalmente” nas eleições, em tom de ameaça.

“Se você votar ilegalmente, nós o encontraremos. Nós o rastreamos, o prenderemos e o processaremos”, escreveu o ICE no X. 

Segundo o jornal norte-americano Daily Caller, os registros das 14 prisões fazem parte de uma investigação nacional sobre pessoas suspeitas de votar ilegalmente nas eleições americanas. 

Os nomes identificados nos documentos são de cidadãos de diferentes países, incluindo Brasil, Canadá, México, Libéria, Vietnã e Cuba. Os registros detalham as acusações e, em alguns casos, antecedentes criminais dos envolvidos. No entanto, nem todos os indivíduos citados foram condenados pelos crimes dos quais são acusados.

Em resposta ao Daily Caller, o diretor-assistente de Relações Públicas do ICE, Micah Bock, afirmou que os americanos deveriam estar “furiosos quando vêem a frequência com que estrangeiros votam ilegalmente nas eleições dos EUA”.

“Cada voto dado por um estrangeiro retira o direito de um cidadão americano de ter seu voto contabilizado. As prisões continuarão até que todos os estrangeiros que cometem fraude eleitoral sejam detidos”, declarou.

Brasileiros estão entre os citados

Dois brasileiros aparecem na documentação obtida pelo jornal americano. Vilmelena Dye, também conhecida como Vilmelena Pereira, é uma ex-residente permanente legal dos Estados Unidos que foi presa sob acusação de votar ilegalmente na eleição de 1996.

O outro brasileiro citado é Aparecido Padovan, acusado de votar ilegalmente e de declarar falsamente ser cidadão americano para participar das eleições. Segundo os documentos, ele teria votado nos pleitos de 2016, 2022 e 2024.

Acusações envolvem cidadãos de diferentes países

Entre os três cidadãos mexicanos identificados estão Alejandro Villegas Garcia, preso sob acusação de votar ilegalmente nas eleições de 2022 e 2024; Julio Ceser Arias Antonio e Dilea Ochoa Perez, ambos beneficiários do programa DACA (Ação Diferida para Chegadas na Infância).

Arias foi preso sob suspeita de votar ilegalmente em diferentes eleições, incluindo as de 2016, 2020 e 2024. Perez, por sua vez, foi acusada de votar nos pleitos de 2022 e 2024.

Os documentos também citam três cidadãos liberianos. Stanley Jide foi preso sob acusação de votar ilegalmente nas eleições de 2022. Segundo o ICE, ele possui condenações anteriores por agressão e fuga de um policial enquanto dirigia um veículo.

Já Bhator Bryant e Chris Adam Pettiquoi foram acusados de votar ilegalmente e de declarar falsamente serem cidadãos americanos para participar das eleições. Bryant responde por supostas irregularidades relacionadas ao pleito de 2024. Pettiquoi, segundo os registros, teria votado em 2014, 2016, 2020 e 2024.

Entre os canadenses citados estão Allan Joseph William Arseneault, preso sob acusação de votar ilegalmente em 2024, e Christian Liam Schenk, acusado de votação ilegal, falsa declaração de cidadania americana, fraude e furto após participar do pleito daquele ano.

A terceira cidadã canadense identificada é Paula Stitt. Segundo a agência, ela admitiu ter votado em pelo menos uma eleição nos Estados Unidos e foi acusada de votar sendo estrangeira e de fraude.

A lista também inclui Ayan Ahmen, cidadã da Somália, que teria admitido votar nas eleições de 2021; Cong Anh Nguyen, cidadão vietnamita com condenação anterior por furto, que teria admitido votar nos pleitos de 2018, 2020, 2022 e 2024; Andres Garcia, cidadão cubano acusado de votar sendo estrangeiro; e Sade Shashauna Guppy, cidadã de Trinidad e Tobago, acusada de fraude eleitoral após votar nas eleições de 2022.

Fonte: Portal Terra
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