Enfrentando grave crise econômica, Cuba recebe novo carregamento de ajuda humanitária do México
Um novo carregamento de ajuda humanitária do México chegou neste domingo (7) a Cuba, que vem sendo assolada por uma grave crise econômica e social após os Estados Unidos anunciarem um bloqueio ao petróleo no país. Este é o sexto auxílio enviado da Cidade do México para a ilha desde fevereiro. O navio cargueiro Asian Katra entrou no porto de Havana pela manhã.
Desde o final de janeiro, os EUA impuseram bloqueios econômicos a Cuba, localizada a 150 km da costa da Flórida. Donald Trump alega que a ilha representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional norte-americana e expressou repetidamente que pretende "assumir o controle" do país.
Questionado na quinta-feira (4), no Salão Oval da Casa Branca, se essas sanções visavam causar o colapso da economia cubana, Trump disse que simplesmente queria "que fosse um país bem administrado, capaz de alimentar seu povo". Apenas um petroleiro russo foi autorizado a atracar desde então, e suas reservas já estão esgotadas.
Também na última quinta-feira, o representante da ONU na ilha, Francisco Pichon, fez um alerta sobre a crescente emergência humanitária que a ilha de 9,6 milhões de habitantes enfrenta, descrevendo um "coquetel explosivo" no início da temporada de furacões.
De acordo com ele, as condições "deterioraram-se em quase todos os setores de Cuba" desde o lançamento, há dois meses, do plano de ação humanitária da ONU, orçado em mais de US$ 90 milhões (R$ 465,5 milhões), mas com apenas cerca de um terço financiado.
Sanções a líderes cubanos
Nesta semana, o governo dos Estados Unidos intensificou ainda mais sua pressão sobre Cuba e impôs sanções econômicas a diversas figuras do regime, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel e membros da família Castro.
O líder cubano já estava sujeito a sanções impostas em julho de 2025 pelo Departamento de Estado dos EUA, que o acusa de atos de repressão contra manifestantes em 2021. Essas sanções "visam fortalecer o bloqueio e o clima de conflito entre Cuba e os Estados Unidos", declarou o chefe de Estado cubano.
"A agressão e a perversidade do governo ianque irão colidir com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial", acrescentou Miguel Díaz-Canel, enquanto Trump reiterou sua intenção de, em breve, "lidar" com Cuba.
RFI com AFP
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