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Agente de imigração dos EUA é preso no Texas por tiroteio em Minneapolis

29 mai 2026 - 15h54
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Um agente de ‌imigração dos Estados Unidos foi preso no Texas nesta sexta-feira, quase duas semanas após um promotor de Minnesota acusá-lo de agredir um venezuelano em um tiroteio não fatal em Minneapolis neste ano.

Christian Castro,  agente do ⁠Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na ‌sigla em inglês), enfrenta quatro acusações de agressão de segundo grau e uma acusação de falsa comunicação ‌de crime por atirar na ‌perna de Julio Cesar Sosa-Celis em 14 ⁠de janeiro, no auge da agressiva onda de deportações promovida pelo presidente Donald Trump em Minnesota.

Investigadores do Departamento de Investigação Criminal de Minnesota localizaram Castro no Texas e viajaram até lá, afirmou Mary Moriarty, procuradora-chefe ‌do condado de Hennepin e chefe da promotoria estadual ‌em Minneapolis, em ⁠um comunicado. ⁠Ele foi preso por policiais de elite do Texas e agentes ⁠do escritório do ‌inspetor-geral do Departamento de ‌Segurança Interna, que supervisiona o ICE.

Sosa-Celis foi baleado durante as semanas caóticas da Operação Metro Surge, que viu centenas de agentes mascarados e armados ⁠patrulhando as ruas das maiores cidades de Minnesota em busca de imigrantes. Também em janeiro, agentes de imigração mataram a tiros dois cidadãos norte-americanos nas ruas de Minneapolis em ‌dias diferentes: Renee Good e Alex Pretti.

Em todos os casos, Trump e outras autoridades do governo defenderam ⁠os agentes federais e culparam as vítimas pela violência, indignando muitos moradores de Minnesota. É incomum que promotores estaduais acusem agentes federais da lei, mas Castro é o segundo a ser acusado pelo gabinete de Moriarty neste ano.

Ela também abriu processo contra o governo Trump para ter acesso às provas relacionadas às mortes de Good e Pretti, e disse que está avaliando a possibilidade de processar os agentes responsáveis pelas mortes.

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