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Morte de Dom e Bruno repercute na imprensa internacional

Veículos enfatizam confissão do pescador Pelado; BBC News afirma que a Interpol está trabalhando com a polícia brasileira para confirmar a identidade dos corpos

16 jun 2022 - 00h13
(atualizado às 22h46)
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O anúncio da Polícia Federal sobre o assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira teve repercussão internacional na imprensa. Jornais e redes de televisão registraram que, após dez dias de buscas, os investigadores tiveram a confissão de que pescador Amarildo Oliveira, conhecido como "Pelado", participou do crime. Segundo o relato, a dupla foi morta no mesmo dia em que desapareceram, 5 de maio.

Eduardo Alexandre Fontes (centro), superintendente da Policia Federal no Amazonas, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 15. Foto: Raphael Alves/EFE

O jornal britânico The Guardian publicou nesta quarta-feira, 15, a notícia "Dom Phillips e Bruno Pereira: Polícia brasileira encontra dois corpos em busca de desaparecidos", destacando o fato de que a Policia Federal encontrou nesta quinta-feira, "remanescentes humanos" na área de buscas no rio Itaquaí, após colaboração dos suspeitos Pelado e Oseney da Costa de Oliveira.

A capa do jornal britânico dessa sexta-feira, 17, também traz a morte de Dom em destaque, com a manchete: "Há uma guerra contra a natureza. Dom Phillips foi morto tentando avisá-lo sobre isso".

O norte-americano The Washigton Post destacou a confissão de Pelado, com a manchete "Homem confessa ter matado jornalista e colega desaparecido, diz polícia". Segundo o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Eduardo Alexandre Fontes, Pelado "narrou com detalhes o crime realizado" e apontou o local onde havia enterrado os corpos. O francês Le Monde e o The New York Times seguiram o mesmo caminho de repercussão, destacando a declaração do pescador.

A TV britânica BBC News reforçou que a Interpol está trabalhando com a polícia brasileira para confirmar a identidade dos corpos.

A Al Jazeera repercutiu também as falas de autoridades brasileiras, e disse que o caso gera um alerta sobre o presidente Jair Bolsonaro, pressionado durante a Cúpula das Américas pela agilidade nas buscas.

Estadão
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