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Moraes manda réus militares tirarem farda em interrogatório sobre golpe

28 jul 2025 - 12h26
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Militares acusados de participar da tentativa de golpe de Estado se apresentaram fardados para depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (28), mas receberam ordem para trocar de roupa antes de serem interrogados. A determinação foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes, que justificou: "a acusação é contra militares e não contra o Exército como um todo."

Interrogatório dos réus do núcleo 3 da chamada trama golpista
Interrogatório dos réus do núcleo 3 da chamada trama golpista
Foto: Reprodução/TV Justiça / Perfil Brasil

A sessão, realizada por videoconferência, teve início com ao menos dois réus — os tenentes-coronéis Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima — ainda com trajes militares. A reação das defesas foi imediata: criticaram a falta de aviso prévio e alegaram que não havia previsão legal que impedisse o uso da farda.

O uso da farda era permitido?

Segundo o juiz auxiliar do STF, que conduziu a audiência, a instrução partiu diretamente do ministro relator. "Essa é uma determinação do ministro relator. A acusação é contra militares e não contra o Exército como um todo", afirmou o juiz Rafael Henrique, responsável por retransmitir a ordem aos envolvidos.

A defesa de Oliveira, que está preso desde 2024, argumentou que ele é oficial da ativa e detido em uma instituição militar, o que justificaria o uso da farda. Advogados ainda pediram autorização para que ele permanecesse com o uniforme, mas o pedido foi negado. Um dos defensores chegou a dizer que o cliente não tinha roupa civil no momento: "Ou ele pega a roupa emprestada com alguém, ou ele não consegue participar da audiência."

Mesmo com as reclamações, a audiência seguiu. Em alguns momentos, câmeras foram deixadas ligadas enquanto os réus buscavam roupas emprestadas, deixando a imagem das salas vazias.

A defesa de Lima, preso desde novembro de 2022, fez reclamações semelhantes. Ele também é acusado de ter atuado no planejamento do chamado plano "Copa 2022", que previa o sequestro ou assassinato de autoridades. A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirma que o grupo visava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio Moraes.

Ao todo, o STF ouve nesta fase do processo dez acusados que fazem parte do chamado "núcleo 3" — nove militares e um agente da Polícia Federal. Segundo a denúncia, o grupo se articulou para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo após a derrota nas eleições.

Entre os réus estão os coronéis Bernardo Romão Correa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende Jr., além do general da reserva Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira e o agente da PF Wladimir Matos Soares.

Perfil Brasil
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