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Ministra do TSE que interveio no debate da Globo já declarou apoio a Lula; veja o vídeo

Gravação voltou a circular após magistrada impedir a exibição do púlpito reservado a Lula e perguntas direcionadas a candidatos ausentes

2 out 2026 - 17h15
(atualizado às 17h25)
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Resumo
A ministra do TSE Estela Aranha ganhou destaque após intervir nas regras do debate da Globo, proibindo púlpito e perguntas ao ausente Lula, medida que culminou no cancelamento do evento. Com a repercussão, ressurgiu um vídeo de 2022 em que a magistrada declarava apoio ao petista. Nomeada por Lula em 2025 após atuar no governo federal e com sólida carreira em direito digital, Aranha integra a comissão de propaganda eleitoral de 2026, acumulando também decisões favoráveis a Flávio Bolsonaro.

O cancelamento do debate da Globo na quinta-feira (1º) colocou a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em evidência após uma decisão sobre as regras aplicadas aos candidatos que não participariam do encontro. Na sequência, voltou a ganhar repercussão um vídeo no qual a magistrada declara voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após o cancelamento do debate da Globo, vídeo atribuído a 2022 recuperou uma declaração política feita pela magistrada antes de chegar ao TSE
Após o cancelamento do debate da Globo, vídeo atribuído a 2022 recuperou uma declaração política feita pela magistrada antes de chegar ao TSE
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE / Perfil Brasil

A gravação é do segundo turno das eleições de 2022. Neste ano, Lula disputava a Presidência contra Jair Bolsonaro (PL). "Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo, para a gente defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país", diz Aranha no registro, que retornou às redes sociais nesta sexta-feira (2).

Na mesma gravação, completa: "Então, os advogados devem votar em Lula, inclusive para salvar o próprio sistema de Justiça."

Debate da Globo: o que determinou Estela Aranha

A repercussão ocorreu depois de Aranha analisar um pedido apresentado pela coligação de Lula. A ministra vetou que a emissora a exibição do púlpito reservado ao presidente caso ele não comparecesse e proibiu perguntas direcionadas a candidatos ausentes. Lula já havia comunicado que não participaria do programa.

"A medida tem potencial para criar situação de desequilíbrio entre os participantes, conferindo espaço autônomo para referências a candidato ausente sem observância da dinâmica dialética que caracteriza o instituto do debate eleitoral", afirmou a mgistrada na decisão.  

Além da determinação de Estela Aranha, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação de Renan Santos (Missão). Pouco depois, Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu de comparecer. Diante das mudanças, então, a Globo cancelou o debate.

Quem é Estela Aranha?

Estela integra o TSE desde 2025 e ocupa uma das cadeiras reservadas à classe dos juristas. Lula a nomeou depois que seu nome apareceu em uma lista tríplice aprovada pelo Supremo Tribunal Federal. Seu mandato na Corte Eleitoral é de dois anos.

Antes de assumir o posto, ela passou pelo governo federal. Estela trabalhou no Ministério da Justiça durante a gestão de Flávio Dino e comandou a Secretaria de Direitos Digitais. Em seguida, atuou como assessora especial da Presidência da República.

Formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), a ministra construiu a carreira principalmente em áreas relacionadas a direitos digitais, proteção de dados e inteligência artificial. Ademais, participou de discussões jurídicas sobre novas tecnologias e integrou um órgão consultivo da ONU voltado à inteligência artificial, segundo as informações da 'CNN Brasil'.

Nas eleições de 2026, Estela integra a comissão do TSE responsável por analisar propaganda eleitoral. De acordo com a 'Folha de São Paulo', além de decisões que atenderam a pedidos da campanha de Lula, a ministra tomou ao menos quatro decisões favoráveis a Flávio Bolsonaro, relacionadas à suspensão de propaganda eleitoral do petista ou à retirada de conteúdos das redes sociais.

Perfil Brasil
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