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Médicos falam em 'melhora' e que alta de Bolsonaro pode sair até terça

Porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou em coletiva de imprensa neste sábado, 14, que 'expectativa é muito positiva'

14 set 2019
13h59
atualizado às 19h08
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O presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e está com expectativa de alta médica confirmada para segunda ou terça-feira, segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. Bolsonaro está há uma semana no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde se recupera da cirurgia para correção de uma hérnia incisional.

Barros demonstrou otimismo quanto à possibilidade de o presidente ser liberado até mesmo antes desse prazo e afirmou que o presidente está tão disposto que gostaria de ter ido ao jogo do Palmeiras. A equipe enfrenta o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro neste sábado, 14, em São Paulo.

O presidente Bolsonaro ladeado pelos médicos Luiz Henrique Borsato (esq.) e Antonio Luiz Macedo
O presidente Bolsonaro ladeado pelos médicos Luiz Henrique Borsato (esq.) e Antonio Luiz Macedo
Foto: Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro / Estadão

O presidente Jair Bolsonaro está "super bem", mas mais comedido frente aos procedimentos cirúrgicos que realizou desde que sofreu o atentado durante a campanha eleitoral, segundo informou Rêgo Barros. Ele recebeu visitas de familiares neste sábado incluindo uma irmã, o cunhado e o sobrinho.

Questionado se Bolsonaro tem conversado com ministros, Barros afirmou que "se está é muito pouco". "Ele está cumprindo a risca o que o Doutor Macedo vem prescrevendo. Ele pega no celular, mas muito pouco. Diferente até da outra cirurgia, em que ele estava até mais antenado", informou o porta-voz, acrescentando que o presidente está "muito comedido" e usando o celular apenas para ler.

No último domingo, 8, Bolsonaro passou pela quarta cirurgia após o atentado que sofreu durante a campanha eleitoral.

Médico

Nesta noite, o médico responsável pela cirurgia do presidente, Antônio Macedo, vai voltar para fazer uma reavaliação da questão de alimentação. "(Ele) caminhou hoje e recebeu visitas. À noite, o doutor Macedo vai voltar para fazer uma reavaliação da questão de alimentação. Diminui a endovenosa e começa a aumentar ou começar a inserir a cremosa", informou Barros.

Em coletiva de imprensa nesta manhã, Macedo, afirmou que o intestino do presidente não está evoluindo conforme desejado, mas está melhor. "Quando a (função intestinal) retorna, aí vai rápido (a recuperação). De ontem para hoje, tivemos uma melhora significante dos movimentos", explicou Macedo.

De acordo com o médico, essa demora não estaria relacionada ao procedimento feito no último domingo, dia 8. Ele lembrou que o presidente Bolsonaro já havia passado por outras três cirurgias. "São três diferentes. Ele foi muito bem tratado, mas repercutiu com uma paralisia intestinal longa e muitas aderências. Agora, já tinha bastante aderência. Na cirurgia do dia 28 de janeiro, já havia paralisia intestinal. A gente trata, e volta a aderência, então existe uma certa dificuldade no retorno normal da função intestinal", explicou.

Segundo Macedo, existe uma série de substâncias para tentar evitar que aderências voltem a se formar e que uma delas, inclusive, foi usada na cirurgia do dia 28 de janeiro. O médico não revelou qual medicamento usado. Disse apenas que é uma substância complexa e a "mais famosa", mas que a imunização teria sido baixa uma vez que o quadro intestinal de Bolsonaro segue evoluindo no mesmo ritmo.

"Não é muito fácil evitar aderência em um paciente que teve uma peritonite grave, entende? Provavelmente, já tinha uma aderência, mas quando ocorre uma peritonite com a facada e fezes e sangue na barriga, mistura como se fosse queloide interno. A aderência seria, mal comparando, como se fosse uma cicatrização exagerada dentro do abdômen", detalhou Macedo.

Apesar das aderências, o médico afirmou que Bolsonaro está muito bem de saúde, com hemograma perfeito e que não tem nada contra. "Ele está com o coração perfeito, com saúde perfeita, com a musculatura perfeita. Não tem nenhum problema crônico que pudesse atrasar a função intestinal", disse.

O procedimento cirúrgico a que o presidente foi submetido foi o quarto após o atentado. Na tarde de sexta-feira, o porta-voz afirmou, em comunicado, que Bolsonaro não reclama mais de dor. A cirurgia durou cerca de cinco horas e foi considerada bem-sucedida pela equipe médica.

Salles

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, permaneceu por cerca de dez minutos no hospital na tarde deste sábado. Ele não quis falar com a imprensa. Não há informação se o ministro teve contato com o presidente. Ele tem sido uma visita frequente ao presidente e também foi na última sexta-feira e no domingo passado, dia em que Bolsonaro foi operado.

Estadão
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