Júri dos quatro acusados pela morte de cabeleireira começa em setembro em Tramandaí
Julgamento de Silvana Cristan, Joares Pellinson, Rosane Araújo e Robsom Soares está marcado para os dias 24 e 25 de setembro
O Tribunal do Júri de Tramandaí julga, em 24 e 25 de setembro, quatro acusados pelo assassinato da cabeleireira Návia Regina Christan, ocorrido em 2018 em seu salão de beleza. Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima, acusados de planejar o crime devido a conflitos familiares e financeiros, além de outros dois réus apontados como intermediários na contratação dos executores, que já foram condenados em 2022. O julgamento será conjunto e terá transmissão ao vivo pelo TJRS no YouTube.
O Tribunal do Júri de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, começa no dia 24 de setembro o julgamento dos quatro acusados pela morte da cabeleireira Návia Regina Christan, conhecida como Maninha. Os trabalhos terão início às 9h e devem se estender por dois dias, sob a presidência do juiz Gilberto Pinto Fontoura, da 1ª Vara Criminal do município.
A sessão será transmitida ao vivo pelo canal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) no YouTube. Serão julgados Silvana Cristan, irmã da vítima; Joares Antônio Pellinson, cunhado de Návia; Rosane de Lima Araújo, que trabalhava como manicure e funcionária de Silvana; e Robsom Araújo de Moraes Soares.
Silvana e Joares respondem por homicídio qualificado por motivo fútil e pelo recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Já Rosane e Robsom são acusados do mesmo crime, com as qualificadoras de homicídio cometido mediante paga ou recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Crime aconteceu em 2018
Návia era proprietária de um salão de beleza em Tramandaí, assim como a irmã. Antes do assassinato, ela já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio.
Em 2017, a casa da cabeleireira foi invadida e ela levou um tiro no rosto. As lesões provocaram sequelas físicas e cognitivas permanentes. Os quatro acusados pelo episódio foram julgados e condenados anteriormente.
Pouco mais de um ano depois, em 5 de novembro de 2018, Návia foi novamente atacada. Dessa vez, o crime ocorreu dentro do salão de beleza, que foi invadido. A cabeleireira foi atingida por três tiros e morreu no local.
De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público, Silvana e Joares teriam planejado o assassinato por causa de conflitos familiares e por acreditarem que Návia pretendia causar prejuízos financeiros ao casal. Rosane e Robsom são apontados como responsáveis por intermediar a contratação dos executores mediante pagamento.
Dois homens apontados como responsáveis pela execução do assassinato já foram julgados. Eles foram condenados pela Justiça em 2022.
Julgamento foi remarcado
O júri dos quatro acusados estava inicialmente previsto para julho, mas acabou sendo adiado. A defesa de dois dos réus havia solicitado que eles fossem julgados separadamente dos demais, alegando que o advogado constituído pela dupla estava impossibilitado de atuar por questões de saúde.
O pedido foi negado pela Justiça. Na decisão, foi considerada a necessidade de manter o julgamento conjunto porque as condutas atribuídas aos quatro acusados estão relacionadas ao mesmo crime. Segundo o entendimento adotado, a separação poderia dificultar a compreensão dos fatos pelos jurados e a análise conjunta das provas.
Com a remarcação, o julgamento ficou definido para os dias 24 e 25 de setembro, em Tramandaí.
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