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Irã exige trégua no Líbano para dialogar com EUA no Paquistão

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 10/4/2026 às 08h04)
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Teerã diz não participará das negociações no Paquistão para pôr fim à guerra até que seja aplicado o cessar-fogo no Líbano. Acompanhe o conflito.

EUA e Irã concordam em cessar-fogo de duas semanas, mas trégua mostra sinais de fragilidade

Israel mantém ataques ao Líbano e diz que trégua não vale para sua guerra contra o Hezbollah, aliado do Irã.

Irã exige trégua no Líbano para dialogar com EUA no Paquistão

Retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz ainda é uma incógnita, com o Irã ainda ainda limitando passagem na via para pressionar por cessar-fogo no Líbano

UE, França e Reino Unido pedem que Líbano seja incluído no acordo com o Irã

Irã eleva a cifra de mortos no conflito para mais de 3 mil

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Irã exige trégua no Líbano para dialogar com EUA no Paquistão

O Irã não participará das negociações com os Estados Unidos no Paquistão para pôr fim à guerra até que seja aplicado o cessar-fogo no Líbano, que sofreu duros ataques israelenses nos últimos dias, informou a imprensa iraniana.

"As negociações seguem suspensas até que os Estados Unidos cumpram seus compromissos em relação ao cessar-fogo no Líbano e o regime israelense ponha fim aos seus ataques", indicaram as agências de notícias Fars e Tasnim, ambas vinculadas à Guarda Revolucionária.

Os dois veículos citaram fontes informadas sobre a situação e indicaram que a equipe negociadora iraniana ainda não se deslocou para Islamabad, onde está previsto que as conversas comecem amanhã.

Irã e EUA acordaram na última quarta um cessar-fogo de duas semanas, período no qual negociarão o fim de uma guerra que começou em 28 de fevereiro.

No entanto, horas após o acordo, Israel lançou uma dura ofensiva contra o Líbano que deixou mais de 300 mortos, gerando críticas do Irã, que insiste que o território libanês faz parte da trégua.

Os Estados Unidos negaram, por sua vez, que o Líbano faça parte desse acordo, mas ontem foi anunciado que Israel e o país árabe manterão negociações em Washington na semana que vem.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira que os ataques contra o Líbano são uma violação do cessar-fogo e alertou que essas agressões "deixam as negociações sem sentido".

"Temos o dedo no gatilho. O Irã nunca abandonará seus irmãos libaneses", afirmou.

md (EFE, ots)

ONU alerta para crise de segurança alimentar no Líbano devido à guerra

O Líbano enfrenta uma crise de segurança alimentar, segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, devido à interrupção do fornecimento de mercadorias ao país em decorrência da guerra com o Irã.

"O que estamos testemunhando não é apenas uma crise de deslocamento; ela está se transformando rapidamente em uma crise de segurança alimentar", afirmou Allison Oman, diretora do PMA no país, por videoconferência de Beirute. Ela alertou que os alimentos estão se tornando cada vez mais inacessíveis devido ao aumento dos preços e à crescente demanda das famílias deslocadas.

md (Reuters, ots)

Ucranianos abateram drones Shahed na guerra com o Irã, diz Zelenski

Militares ucranianos abateram drones Shahed de fabricação iraniana em vários países do Oriente Médio durante a guerra com o Irã, disse o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, descrevendo as operações como parte de um esforço mais amplo para ajudar os parceiros a combater as mesmas armas usadas pela Rússia na Ucrânia.

Zelenski fez seu primeiro reconhecimento público das operações na quarta-feira, em declarações a repórteres que estavam sob embargo até esta sexta-feira.

O líder ucraniano disse que as forças de seu país participaram de operações ativas no exterior usando drones interceptores de fabricação nacional e testados em combate.

md (AP, ots)

Vance vai ao Paquistão para negociar com Irã em meio a tensões sobre o cessar-fogo

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, está a caminho do Paquistão para liderar negociações de alto nível com o Irã, em um momento em que o frágil cessar-fogo corre o risco de ruir.

O presidente Donald Trump incumbiu Vance - há muito cético em relação a intervenções estrangeiras - de buscar uma solução para a guerra que já dura seis semanas.

Vance deve chegar a Islamabad acompanhado pelo enviado Steve Witkoff e pelo conselheiro Jared Kushner, que já participaram de negociações indiretas com autoridades iranianas sobre questões nucleares e de segurança regional.

A Casa Branca divulgou poucos detalhes sobre se as negociações no Paquistão serão diretas ou indiretas. O encontro representa um dos mais altos níveis de interação entre os EUA e o Irã em décadas, com contato direto limitado desde a conversa telefônica entre Barack Obama e Hassan Rouhani em 2013.

Os negociadores enfrentam grandes obstáculos, com divergências surgindo quase imediatamente após o anúncio do cessar-fogo. O Irã afirmou que a trégua deve incluir o fim das operações israelenses no Líbano, enquanto Benjamin Netanyahu e Trump rejeitaram essa interpretação.

md (Reuters, AP)

Hezbollah lança ataques contra Tel Aviv e Ashdod, no centro de Israel

O grupo xiita libanês Hezbollah lançou na madrugada desta sexta-feira ataques com mísseis contra Tel Aviv e arredores, sem que houvesse relatos de vítimas ou impactos diretos em infraestruturas.

Sirenes antiaéreas foram ativadas por volta de 1h no horário local (19h de quinta-feira em Brasília) em áreas do centro do país, incluindo a cidade costeira de Ashdod, para onde o ataque se dirigia diretamente, segundo as Forças de Defesa de Israel.

A ativação das sirenes em Tel Aviv deveu-se à queda de destroços e estilhaços dos mísseis interceptados, ainda de acordo com as forças israelenses.

O serviço de emergências Magen David Adom (MDA) informou que não houve relatos de mortos e feridos.

Este foi um dos ataques mais ao sul realizados pelo Hezbollah no âmbito do novo capítulo do conflito entre Israel e o grupo xiita apoiado pelo Irã, desencadeado em decorrência da ofensiva conjunta entre Israel e os EUA contra o regime iraniano.

O Hezbollah também anunciou mais séries de ataques no norte de Israel, contra a região próxima da fronteira com o Líbano.

O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou horas antes que começará negociações diretas com o Líbano para desarmar o Hezbollah, e os Estados Unidos disseram que vão sediar as reuniões.

md (EFE, ots)

Primeiro petroleiro sem relação com Irã atravessa Ormuz desde início da trégua

Pela primeira vez desde o anúncio de um cessar-fogo, um navio-tanque aparentemente não-iraniano atravessou o Estreito de Ormuz na quinta‑feira (09/04). Segundo dados da plataforma Marine Traffic, trata‑se do petroleiro MSG, que navega sob bandeira do Gabão.

De acordo com as informações, o navio transportava cerca de 7 mil toneladas de óleo de aquecimento dos Emirados Árabes com destino à Índia.

Desde o anúncio da trégua na noite de terça‑feira (07/04), poucos navios têm passado pelo estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, entre eles três petroleiros sob bandeira iraniana, informou a empresa de análise marítima Kpler.

Outros doze navios aparentemente seguiram rumo ao Estreito de Ormuz na quinta. Todas as embarcações que se preparavam para usar essa rota vinham do Irã, tinham o Irã como destino ou apresentavam vínculos com "países não hostis" à república islâmica.

Outras centenas de navios comerciais permanecem bloqueadas na região.

Em tempos de paz, cerca de 120 travessias por dia são registradas no gargalo, segundo o serviço especializado Lloyd's List. Normalmente, cerca de um quinto de todo o transporte mundial de petróleo e gás liquefeito passa pelo Estreito de Ormuz.

Após mais de cinco semanas de guerra, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para um cessar‑fogo de duas semanas. Em troca, a liderança em Teerã declarou‑se disposta a reabrir o Estreito de Ormuz, mas ressaltou que continuará controlando a passagem e poderá cobrar pedágio pela travessia.

Fcl (AFP)

Irã intensifica execuções de presos em meio à guerra

As autoridades do Irã lançaram, em março, uma nova onda de execuções de indivíduos considerados presos políticos, mesmo enquanto Estados Unidos e Israel realizavam ataques aéreos contra a república islâmica.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o regime dos aiatolás já executou 14 pessoas.

Em 18 de março - dois dias antes do Nowruz, o Ano Novo persa - o Irã executou Kouroush Keyvani, cidadão com dupla nacionalidade iraniana e sueca, sob a acusação de espionagem para Israel.

Keyvani havia sido preso durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel no ano passado, acusado de fotografar áreas sensíveis.

Um dia depois, três jovens foram executados pela participação nos protestos em massa de janeiro. foram as primeiras execuções realizadas pelo Irã relacionadas às manifestações nacionais que terminaram com uma sangrenta repressão.

Nos dias seguintes, várias outras pessoas foram enforcadas sob acusações de rebelião, em razão de suposta ligação com os Mujahedin do Povo do Irã (MEK), grupo oposicionista proibido no país.

As execuções continuaram inclusive durante o Sizdah Bedar - o 13º e último dia das celebrações do Ano Novo persa. Amirhossein, de 18 anos, detido durante os protestos de janeiro, foi enforcado.

Outras execuções foram registradas nos dias posteriores ao fim das festividades do Nowruz.

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Quem ganha (e quem perde) com a guerra no Irã

O anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Irã, Israel e Estados Unidos sinaliza uma pausa na escalada da guerra, após 40 dias de ataques e retaliações intensos. Como sempre, os civis pagam o preço do conflito. Milhares foram mortos ou feridos, e muitos outros foram deslocados. Casas, infraestrutura e meios de subsistência foram destruídos — no Irã, em Israel e em toda a região.

Apesar do cessar-fogo com o Irã, Israel continuou sua campanha militar contra o Hezbollah, aliado de Teerã no Líbano. Apenas algumas horas após o anúncio da trégua, Israel desferiu seus ataques mais pesados contra o país vizinho desde que o conflito com a milícia xiita se intensificou, em março, deixando mais de 200 mortos.

Guerras não têm vencedores, mas remodelam a política global. Afetam alianças, mercados de energia e influência mundial. Analisar a guerra no Irã sob essa ótica mostra como o poder está mudando muito além do Oriente Médio.

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Guerra provoca emergência de saúde do Irã e fuga de médicos

Os ataques aéreos contra alvos militares e civis no Irã puseram sob pressão crescente não só o governo iraniano, mas também o frágil sistema de saúde do país, segundo múltiplos relatos.

Autoridades iranianas afirmam que muitas fábricas farmacêuticas e instalações médicas foram atingidas desde que os EUA e Israel lançaram sua campanha de bombardeios no fim de fevereiro. No início de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também confirmou que a fábrica da Tofigh Daru, usada para produzir medicamentos contra o câncer, estava entre as instalações danificadas pelos ataques.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, bombas também danificaram o Instituto Pasteur do país, um hospital psiquiátrico e outro hospital fora de Teerã. A organização verificou mais de 20 ataques contra o sistema de saúde iraniano, com pelo menos nove mortes, acrescentou Tedros.

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O que Israel busca na guerra no Líbano

Nas últimas semanas, Israel tem promovido intensos ataques aéreos contra posições do Hezbollah no Líbano, avançando por terra sobre parte do território do país vizinho. Na capital, Beirute, bombardeios israelenses atingiram áreas residenciais e deixaram mais de 200 mortos.

A ofensiva israelense, que ocorre paralelamente à guerra no Irã, foi deflagrada após a milícia xiita disparar mísseis contra Israel em apoio ao Irã, no início de março.

A escalada marcou o fim definitivo de um frágil cessar-fogo que estava em vigor desde novembro de 2024.

Da perspectiva da liderança israelense, Tel Aviv não está apenas reagindo aos ataques, e sim perseguindo vários objetivos estratégicos — desde enfraquecer o Hezbollah e estabilizar a fronteira norte até conter a influência iraniana na região.

Mas, conforme Israel continua a expandir suas operações e a ordenar a explusão de centenas de milhares de pessoas, cresce o temor de uma nova ocupação de longo prazo do sul do Líbano.

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A guerra no Irã abalou o "paraíso" de Dubai?

Uma série de manchetes recentes sugere que a guerra no Irã marca o fim do chamado "paraíso" ou "sonho de Dubai", no qual estrangeiros ostentam um estilo de vida luxuoso, isento de impostos, nos Emirados Árabes Unidos.

"O desmonte de Dubai como porto seguro", apontou a revista americana The New Yorker. "Será este o fim de Dubai?", perguntou um colunista do New York Times.

O Daily Mail, por sua vez, demonstrou um certo deleite com o fato de influencers obcecados por redes sociais, que até então exibiam vidas glamorosas em Dubai, estarem sendo forçados a deixar o país. O tabloide britânico publicou dezenas de matérias sobre "o grande êxodo de Dubai" e sobre como "a fantasia reluzente e isenta de impostos dos influencers está desmoronando".

Parte desse "desmoronamento" envolve a prisão de influenciadores e outras pessoas por divulgarem imagens dos danos causados à cidade por ataques iranianos. A organização de assistência jurídica Detained in Dubai acredita que mais de 100 indivíduos, incluindo europeus, foram presos pelas autoridades dos Emirados sob leis de crimes cibernéticos ou de segurança nacional. Se condenados, podem enfrentar multas elevadas ou até anos de prisão.

Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, o Irã lançou mais de 2,2 mil drones e mais de 500 mísseis balísticos contra o país desde o início da guerra, com alguns ataques supostamente atingindo o aeroporto de Dubai, além de prédios residenciais e hotéis na cidade.

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"Não há cessar-fogo no Líbano", diz Netanyahu

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu divulgou nesta quinta-feira (09/04) uma mensagem para os cidadãos do norte de Israel na qual enfatizou que "não há cessar-fogo no Líbano".

"Gostaria de informar: Não há cessar-fogo no Líbano. Continuamos a atacar o Hezbollah com toda a força e não pararemos até restaurarmos a sua segurança", diz a mensagem publicada pelo gabinete do primeiro-ministro.

A mensagem foi divulgada após o premiê publicamente divulgar que Israel iniciaria conversas com o governo do Líbano com o objetivo de desarmar os membros da milícia libanesa Hezbollah, apoiada pelo Irã, e estabelecer relações entre os dois países vizinhos.

Netanyahu listou o que, segundo ele, são os objetivos de Israel: desarmar o Hezbollah e "garantir um acordo de paz histórico e sustentável entre Israel e o Líbano".

O Líbano, por sua vez, exigiu que haja um cessar-fogo antes do início das conversas, afirmou um alto funcionário do governo libanês à Agência France-Press (AFP), após a divulgação do comunicado de Netanyau, em condição de anonimato.

Apesar do cessar-fogo negociado entre Teerã e Washington na guerra do Irã, as forças armadas israelenses atacaram o Líbano na quarta-feira (08/04), inclusive na capital Beirute, matando 300 pessoas no país, segundo o Ministério da Saúde libanês. Foi o ataque israelense mais mortal ao Líbano desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O governo israelense diz que a ofensiva teve como alvo o Hezbollah.

Países como França, Reino Unido, Espanha e representantes da União Europeia têm pressionado para que o Líbano faça parte do acordo de cessar-fogo fechado com o Irã.

jps (ots)

Líder do Irã afirma que país levará a gestão do Estreito de Ormuz a uma "nova fase"

Uma declaração atribuída a Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, que ainda não foi visto ou ouvido em público desde que foi confirmado no cargo, foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (09/04).

Na mensagem, Khamenei afirma que o Irã permanece determinado a "vingar" seu pai, morto no primeiro dia da guerra, assim como todas as vítimas no conflito.

"Certamente exigiremos indenização por todos os danos causados, pelo sangue dos mártires e pelos feridos desta guerra."

Ele também teria dito que o Irã levará a gestão do Estreito de Ormuz a "uma nova fase", mas não especificou no que consiste essa gestão ou nova fase.

Khamenei também convocou manifestantes pró-regime a irem às ruas, pois "suas vozes, erguidas nas praças públicas, têm impacto no resultado das negociações".

"O Irã não busca a guerra, mas não abrirá mão de seus direitos e considera todas as frentes de resistência como uma entidade unificada."

jps (ots)

Governo do Brasil condena ataques de Israel no Líbano

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil condenou os ataques de Israel no Líbano realizados um dia após o cessar-fogo anunciado por Irã e Estados Unidos no Oriente Médio.

"A intensificação dessa ofensiva ocorre na sequência do anúncio, na última noite, de cessar-fogo no conflito armado no Oriente Médio e ameaça envolver a região em nova escalada de violência e instabilidade", disse o ministério, em nota.

O Itamaraty destacou que os ataques visaram extensas áreas e deixaram um saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos. O governo brasileiro acrescentou que defende a soberania e integridade territorial libanesa.

"Brasil insta Israel a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês. Exorta, ainda, as partes envolvidas a cumprirem integralmente os termos da Resolução 1.701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas", diz o comunicado do MRE.

A Resolução 1.701 de 2006, adotada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, apela para um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah no Líbano com a criação de uma "zona tampão" entre os dois países a ser controlada pela missão de paz da ONU no Líbano (Unifil).

Apesar do cessar-fogo anunciado por EUA e Irã, Israel iniciou a maior onda de ataques no Líbano desde o início da atual fase do conflito.

O Irã já ameaçou romper com o cessar-fogo devido as agressões israelenses, enfatizando que o acordo previa a trégua em todas frentes de batalha no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem afirmado, no entanto, que o Líbano não estava no acordo, mas o mediador do cessar-fogo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o fim dos combates no Líbano fazia parte das negociações.

Países como França, Reino Unido, Espanha e representantes da União Europeia têm pressionado para que o Líbano faça parte do acordo para um cessar-fogo.

jps (Agência Brasil)

Israel vai iniciar conversas com Líbano sobre desarmar Hezbollah, diz Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou, nesta quinta-feira (09/04), ter autorizado negociações diretas "o mais rápido possível" com o Líbano, com o objetivo de desarmar os membros do Hezbollah, apoiados pelo Irã, e estabelecer relações entre os dois países vizinhos.

"Considerando os repetidos apelos do Líbano para o início de negociações diretas com Israel, instruí ontem [quarta-feira] o Executivo a iniciá-las o mais rapidamente possível", afirmou Netanyahu, em nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro. Israel e Líbano estão tecnicamente em guerra desde a fundação do estado judeu, em 1948. "As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano."

O Líbano, por sua vez, exigiu que haja um cessar-fogo antes do início das conversas, afirmou um alto funcionário do governo libanês à Agência France-Press (AFP), após a divulgação do comunicado de Netanyau, em condição de anonimato.

Segundo a Reuters, uma trégua entre ambos os países ocorreria "separadamente, mas com o mesmo modelo" das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã mediadas pelo Paquistão. Citando uma autoridade do governo libanês, também sob anonimato, a agência afirmou que ainda não havia sido definida nenhuma data ou local para as conversas, mas que o Líbano quer os EUA como mediadores e fiadores de qualquer acordo com Israel.

Oficialmente, ainda não houve resposta imediata por parte das autoridades libanesas, mas o presidente do país, Joseph Aoun, já havia manifestado anteriormente a disposição de participar de conversas com o governo israelense.

Apesar do cessar-fogo negociado entre Teerã e Washington na guerra do Irã, as forças armadas israelenses atacaram o Líbano na quarta-feira (08/04), inclusive na capital Beirute, matando 300 pessoas no país, segundo o Ministério da Saúde libanês. Foi o ataque israelense mais mortal ao Líbano desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O governo israelense diz que a ofensiva teve como alvo o Hezbollah.

De acordo com a emissora NBC News, o presidente Donald Trump ligou para Netanyahu na quarta para pedir que reduzisse os ataques israelenses no Líbano. O site Axios, também citando autoridades americanas, informou que o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, fez um pedido semelhante em uma conversa separada com o premiê israelense.

Fcl (AP, AFP, Lusa, Reuters, ots)

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