Ex-seminarista é julgado por mortes de pai e madrasta

O ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar a tiros o pai, o publicitário Luis Carlos Rugai, e a namorada dele, Alessandra de Fátima Troitino, em São Paulo, deve conhecer sua sentença em 26 de março de 2012. O julgamento estava previsto para o dia 12 de dezembro de 2011, mas foi adiado pelo juiz Emanuel Brandão Filho, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, a pedido do Ministério Público, devido ao impedimento temporário da perita responsável pelo exame de DNA para confrontar amostras de sangue colhidas no local do crime. Ela sofreu acidente de trabalho às vésperas da perícia, que deveria ocorrer em 11 de novembro. A perita substituta, por sua vez, afirmou ter se deparado com “dúvidas de ordem técnica a respeito do conteúdo” dos laudos dos exames de DNA.

O duplo homicídio aconteceu em 28 de março de 2004, no imóvel onde o casal morava. Gil Rugai foi preso dias depois. Ele havia sido expulso de casa cinco dias antes do crime, quando o pai descobriu um desfalque de R$ 100 mil em sua produtora. Solto em 2006, quando recebeu o benefício de responder ao processo em liberdade, Rugai voltaria a ser preso em 2009, por ter se mudado para Santa Maria (RS) sem avisar a Justiça, mas foi liberado dias por meio de um habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

foto: Vagner Campos / Futura Press