O goleiro Bruno Fernandes, seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, seu primo Sérgio Rosa Sales e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, devem ir a júri popular em 2012 por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também pela ocultação de cadáver da estudante Eliza Samudio. Outros quatro réus responderão por sequestro e cárcere privado. O caso remonta a 2009, quando Bruno teria agredido Eliza exigindo dela um aborto que não se consumou. A contragosto, o goleiro passou a sustentar Eliza em hotéis enquanto a autenticidade de sua paternidade renegada tramitava na Justiça. Uma conciliação inesperada se esboçou em junho de 2010, com um suposto convite de Bruno para que Eliza fosse a seu sítio em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. A trégua já era descartada quando a polícia recebeu, 20 dias após o sumiço de Eliza, denúncias de que ela havia sido espancada até a morte.
Após outro primo de Bruno, então com 17 anos, relatar que Eliza fora estrangulada e esquartejada por Bola, que teria atirado os restos mortais aos cães, buscas foram realizadas no sítio e na casa do ex-policial, mas tudo o que se obteve foram gotas de sangue no carro do goleiro, que acabou se entregando junto a Macarrão. A Justiça acolheu denúncia do Ministério Público e tornou réus todos os envolvidos. Já sentenciado, o menor de idade cumpre medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado. Ainda em 2010, o sequestro e a agressão a Eliza em 2009 renderam a Bruno e Macarrão, respectivamente, sentenças de quatro anos e seis meses de prisão e três anos de reclusão.
