Reforma ministerial na pauta

Embora fontes do governo afirmem que a presidente planeja reduzir o número de pastas – atualmente 38 – na reforma ministerial prevista para o início do ano que vem, Dilma Rousseff nega o rumor. “Não me venha com essa conversa, não terá redução de ministério. Não é isso que faz a diferença”, disse ela, durante café da manhã com jornalistas em 16 de dezembro. Coordenador da Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau disse em novembro ser “impossível administrar com 40 ministérios”. “A presidenta já começa a se movimentar no sentido de criar grupos de ministérios”, declarou a empresários.

Com isso, algumas pastas podem voltar a ser secretarias, enquanto outras seriam unificadas – a Secretaria de Portos voltaria para os Transportes, e a da Pesca, para a Agricultura. Cogita-se que Direitos Humanos volte para a Justiça e que as secretarias sociais, como a da Igualdade Racial e a de Política para Mulheres, sejam aglutinadas, outro boato rechaçado pela presidente, que espera lançar, a depender de votação no Congresso, o Ministério da Micro e Pequena Empresa.

Uma saída esperada é a do ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato à prefeitura de São Paulo. Também devem desembarcar da administração federal os aspirantes a prefeito Luiz Sérgio (Pesca), possível candidato petista à prefeitura de Angra dos Reis (RJ), e Fernando Bezerra (Integração Nacional), provável nome do PSB em Recife (PE). Engrossa a lista dos “prefeituráveis” a ministra Iriny Lopes (Política para Mulheres), cotada para concorrer em Vitória (ES). Enfraquecidos por insatisfações do Executivo ou denúncias, correm risco de demissão Mário Negromonte (Integração Nacional), Ana de Hollanda (Cultura) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário). Um caso a parte é o do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, que deve ser aconselhado a se afastar para se dedicar ao tratamento de um câncer no cérebro.

foto: AFP