Antes de entrar na escola Tasso da Silveira, em Realengo, na manhã do dia 7 de abril de 2011, e abrir fogo contra os alunos, matando 12 deles, até mesmo quem o conhecia pouco sabia sobre Wellington Menezes, 24. Um ano depois de ter entrado para a história como o responsável pela maior barbárie dentro de uma escola no Brasil, quase nada se sabe exatamente sobre o atirador que chocou o País.
Wellington deixou um rastro curto sobre sua personalidade, especialmente nos últimos anos. Extremamente fechado, sempre foi recluso e de poucos amigos. Desde criança, passando pela época em que estudava na mesma Tasso da Silveira, às portas da adolescência, onde cursou da 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental. Segundo relatos de pessoas que conviveram com ele naquela fase, o atirador de Realengo era um dos alvos prediletos das brincadeiras dos colegas, seja pelo jeito de se vestir, pela aparência física ou pela timidez exacerbada.
A personalidade fechada de Wellington não deu qualquer pista sobre a barbárie que ele acabaria cometendo. Sem amigos, passava a maior parte do tempo navegando na internet. Wellington premeditou por um longo tempo o ataque à escola. E foi no seu computador que deixou arquivos de vídeo em que tenta justificar seu ato hediondo.
O mais antigo deles data de 2010, e o criminoso já mencionava a ação.
“Descobrirão quem eu sou da maneira mais radical, numa ação que farei pelos meus semelhantes, que são humilhados, agredidos e desrespeitados em vários locais, principalmente em escolas e colégios”, afirmava Wellington.
Descoberto, Wellington continuou sozinho. Ninguém apareceu para liberar seu corpo. Foi sepultado como indigente, numa cova rasa do cemitério do Caju, sem lápide, sem visitas, sem nada.
O atirador Wellington possuía fotos empunhando armas. Foto: reprodução
Assassino foi enterrado como indigente no cemitério do Caju. Foto: Giuliander Carpes/Terra
Wellington antes e depois da tragédia