Desde quando você está filiado e por que escolheu o PRB?
Desde outubro ou novembro do ano passado. É um partido pequeno, que está crescendo. Eu me espelhei muito no Zé Alencar, o vice-presidente da República. Pelo fato de ele ser do partido, a luta dele pela própria vida, a luta dele pelo partido, isso me motivou muito. Na conversa que tive com Vitor Paulo, o presidente nacional (da sigla), também foi muito educado, receptivo. Então isso me motivou.
E em relação à ideologia do partido?
Por incrível que pareça, eu me decepcionei um pouco porque achei que o partido ia dar uma base, pelo menos uma orientação. Nem isso o partido deu. É a primeira vez que saio como político, o partido deveria ter um carinho melhor, deveria dar um suporte melhor. Não falo nem financeiramente porque o partido não tem obrigação de financiar campanha de nenhum candidato - ou tem e eu não sei. Mas pelo menos desse um suporte, um conselho, como é, como não é, indicasse liderança. A única decepção que tive com meu partido foi essa. Não me deu e não me dá suporte. E, quando a gente chega dentro do partido, vê lá foto, computador com candidato que vai sair, que é presidente do partido e que tem, vamos dizer assim, mais prestígio do que os outros candidatos. Teriam que ser todos da mesma forma, me decepcionei um pouco com isso.
Já que não tem esse suporte, como você está se preparando para a política?
Rapaz, botei um coordenador (de campanha) comigo, estou aqui hoje para fechar com uma agência de publicidade, a Única, que é uma das melhores da Bahia. E correndo. Quinta-feira eu já vou para três municípios justamente para tentar fazer uma aliança e botar uma base, para poder correr atrás. Mas vou fazer o corpo a corpo, sair com meu santinho na mão, pedir voto, falar com as pessoas da minha história, da dificuldade de ser um esportista. Já tenho uma coisa boa que é o carisma, a fama, só que as pessoas me conhecem como um lutador, não me conhecem como político. Aí tenho que realmente provar que vou ser um bom político.