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Hillary Clinton chama Bolsonaro de "amigo corrupto" de Trump ao criticar sobretaxa dos EUA

11 jul 2025 - 17h35
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A ex-secretária de Estado Hillary Clinton voltou ao centro do debate político ao comentar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Em sua conta no Threads, ela compartilhou uma reportagem do The New York Times e associou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à medida.

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Foto: secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton - depositphotos.com / jctabb / Perfil Brasil

"Você está prestes a pagar mais pela carne bovina não apenas porque Trump quer proteger seu amigo corrupto... mas também porque os republicanos no Congresso decidiram ceder seu poder sobre política comercial a ele", escreveu.

Sobretaxa ou proteção política?

A declaração provocou repercussão imediata entre analistas e parlamentares norte-americanos. Clinton, que concorreu à Casa Branca em 2016 e perdeu para Trump, criticou não apenas a nova política tarifária, mas também a condução do Congresso. Para ela, a taxação prejudica consumidores e atende a interesses políticos.

A medida foi anunciada na quarta-feira (9) e afeta diretamente o setor de carnes brasileiro. No dia seguinte, o ex-presidente Barack Obama também mencionou o Brasil, ainda que indiretamente. Ele publicou um vídeo sobre um encontro com jovens da Fundação Obama que participaram de um intercâmbio no País. "Foi uma experiência transformadora — e um lembrete do por quê é tão importante investir em nossos jovens e dar-lhes a chance de experimentar diferentes culturas e ampliar sua própria compreensão", afirmou.

Outro fator que ampliou a tensão foi uma carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na qual justificava a sobretaxa alegando que Bolsonaro estaria sendo alvo de uma perseguição judicial no Brasil. Trump chamou o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de estado de "vergonha internacional".

O Planalto devolveu a carta e considerou o gesto inadequado. Lula, por sua vez, afirmou à imprensa que tentará negociar com Trump. Caso não haja solução até agosto, o Brasil poderá aplicar medidas de retaliação, taxando também produtos americanos.

Perfil Brasil
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