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Herói em 2026, goleiro Vozinha de Cabo Verde critica assédio e revela ter perdido a privacidade

Sensação do Mundial após atuação histórica contra a Espanha e contratação pelo Colo-Colo, veterano de 40 anos relata o lado negativo do sucesso repentino

27 set 2026 - 19h32
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Resumo
Destaque de Cabo Verde na Copa de 2026, o goleiro Vozinha desabafou sobre a perda de privacidade após virar celebridade global. Aos 40 anos e recém-contratado pelo Colo-Colo, o veterano afirmou que preferia sua vida discreta anterior ao assédio dos fãs e à explosão nas redes sociais. Criterioso, ele tem recusado patrocínios de apostas, álcool e tabaco por princípios éticos, ressaltando o desejo de que a histórica campanha invicta no tempo normal impulsione melhorias sociais em seu país natal.

Um dos grandes nomes do Mundial, o goleiro Vozinha de Cabo Verde fez um desabafo sincero ao analisar as transformações em sua rotina após a histórica campanha da seleção africana na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao jornal britânico The Observer, o atleta de 40 anos — recém-contratado pelo Colo-Colo, do Chile — afirmou que, se pudesse escolher, preferiria retornar ao estilo de vida discreto que mantinha antes de se tornar uma celebridade global. O desinteresse pelo assédio constante das redes sociais e do público contrasta com o estrondoso sucesso alcançado nos gramados.

Herói em 2026, goleiro Vozinha de Cabo Verde critica assédio e revela ter perdido a privacidade
Herói em 2026, goleiro Vozinha de Cabo Verde critica assédio e revela ter perdido a privacidade
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

A virada de chave na carreira do veterano ocorreu durante o empate sem gols contra a Espanha, partida em que suas defesas espetaculares mobilizaram transmissões como a da CazéTV. A mobilização fez o perfil do jogador no Instagram saltar de 50 mil para mais de 1 milhão de seguidores em poucas horas. "Perdi minha paz e tranquilidade. Não tenho mais privacidade, ou pelo menos muito menos do que antes. Se me oferecessem a vida que tenho hoje ou a que tinha antes, eu escolheria a de antes", declarou o camisa 1 sobre o assédio de fãs e gravações sem autorização em locais públicos.

Recusa a patrocínios de apostas e o sonho de legado para o país

Apesar da alta exposição e do assédio do mercado publicitário, o arqueiro tem sido criterioso ao selecionar parcerias comerciais. Além de ter desativado as notificações no celular para evitar distrações digitais, o jogador aceitou apenas uma ação pontual com uma empresa de telefonia. "Não sei que ofertas podem surgir no futuro, mas por enquanto não quero trabalhar com nenhuma marca de tabaco, álcool ou apostas", enfatizou ao reforçar seus princípios pessoais frente às oportunidades financeiras geradas pela fama.

Eliminado na prorrogação contra a Argentina na segunda fase, o time cabo-verdiano encerrou sua estreia em Copas de forma honrosa e sem derrotas no tempo regulamentar. Para o atleta, a maior recompensa do reconhecimento individual e coletivo seria ver o esporte impulsionar melhorias estruturais em sua terra natal. O jogador reforçou que o feito foi fruto de um esforço de equipe e que torce para que o legado do Mundial traga avanços sociais e melhores condições de vida para o povo de seu país.

Perfil Brasil
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