Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Golpe da renda extra: veja como se proteger

Criminosos utilizam engenharia social e pagamentos iniciais reais para ganhar a confiança de vítimas em novo golpe da renda extra

9 abr 2026 - 19h23
Compartilhar

O cenário das fraudes digitais no Brasil continua sendo um problema real, e o novo golpe da renda extra acende um alerta. Segundo o Anuário de Segurança Pública, um em cada três adultos brasileiros foi vítima de algum golpe ou fraude digital no último ano. Entre as táticas mais eficazes está o chamado "golpe das tarefas remuneradas", que utiliza o WhatsApp e o Telegram como principais portas de entrada. A abordagem é sutil: a vítima é adicionada a um grupo onde surge a promessa de ganhos rápidos por atividades banais, como curtir vídeos ou avaliar produtos. O objetivo é seduzir pelo baixo esforço e pela promessa de dinheiro fácil, explorando a necessidade financeira de milhões de pessoas.

Entenda como funciona o golpe da renda extra no WhatsApp
Entenda como funciona o golpe da renda extra no WhatsApp
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Renda extra? Entenda novo golpe

A estrutura do golpe é baseada na construção de uma falsa legitimidade. De acordo com o TechTudo, uma vítima que preferiu não se identificar relatou ter perdido mais de R$ 5 mil após ser atraída por uma oferta de renda extra. O esquema começa com tarefas simples que rendem valores pequenos, como R$ 8 ou R$ 10, que são efetivamente pagos pelos criminosos. "Eles pagam mesmo nesse início para ganhar a confiança", explicou a vítima. Esse pagamento inicial funciona como uma isca psicológica, reduzindo as barreiras de defesa e preparando o terreno para as fases seguintes, que envolvem o investimento de valores via Pix sob a promessa de retornos multiplicados.

Dentro dos grupos, os golpistas utilizam a técnica de prova social para simular um ambiente de sucesso. Perfis falsos postam comprovantes de ganhos e incentivam as reais vítimas a subirem de nível nas "missões". A vítima entrevistada percebeu tarde demais que muitos participantes ativos eram, na verdade, comparsas do esquema. Quando a pessoa começa a depositar valores mais altos, os criminosos bloqueiam o acesso ou inventam taxas inexistentes para liberar o suposto saldo acumulado. Estima-se que o prejuízo total com golpes de engenharia social no país tenha chegado a R$ 51 bilhões, sendo que R$ 29 bilhões desse montante envolvem transações via Pix.

Boletim de ocorrência é a melhor opção

Para evitar prejuízos, especialistas recomendam cautela máxima com ofertas de trabalho não solicitadas. Ao receber mensagens de desconhecidos com propostas de tarefas lucrativas, a orientação é não interagir, bloquear o número e denunciar o contato. Caso o pagamento já tenha sido efetuado, o primeiro passo deve ser acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao banco e registrar um boletim de ocorrência, que pode ser realizado de forma online.  A rapidez no registro é crucial, embora a recuperação dos valores seja difícil.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por 2ª DRP JOINVILLE (@pcsc.joinville)

Perfil Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra