Fumaça e explosões perto de aeroporto na Arábia Saudita
Explosões e fumaça perto do aeroporto de Riad geraram alertas e atrasos de voos na Arábia Saudita, em meio à escalada de ataques dos rebeldes houthis do Iêmen. Apoiado pelo Irã, o grupo mira cidades, infraestrutura energética e rotas no Mar Vermelho, ameaçando o fluxo global de petróleo. Apesar da gravidade, a situação no terminal foi normalizada horas depois. Condenados pela ONU, os ataques ocorrem em retaliação a ações aéreas sauditas e ampliam a tensão regional iniciada em julho.
Autoridades emitiram alertas sobre possível perigo na região da capital árabe. Episódio provocou cancelamentos de voos, em meio à escalada dos ataques realizados pelo grupo houthi, do Iêmen.Uma grande coluna de fumaça foi vista nas proximidades do principal aeroporto de Riad neste sábado (19/09), depois que explosões foram ouvidas e as autoridades da Arábia Saudita emitiram alertas durante a madrugada sobre um possível perigo na região da capital. O episódio ocorre em meio à escalada dos ataques realizados pelo grupo houthi, do Iêmen.
Vídeos e fotografias da agência de notícias Reuters mostram uma enorme coluna de fumaça preta se elevando na área. Na imagem, é possível ver em primeiro plano a rodovia de acesso ao aeroporto, o terminal principal e outras instalações. Em determinado momento do vídeo, também eram visíveis chamas surgindo atrás do que pareciam ser tanques de combustível.
O site de rastreamento de voos FlightRadar24 relatou "problemas graves" no Aeroporto Internacional Rei Khalid, com cancelamentos e atrasos de voos.
A Defesa Civil da Arábia Saudita enviou alertas por telefone durante a madrugada avisando sobre o risco de possíveis ataques aéreos em Riad e na cidade de Al-Kharj, a leste da capital. Na manhã de sábado, as autoridades emitiram um comunicado informando que a situação estava normalizada.
Embora alguns avisos semelhantes tenham sido emitidos em Riad neste ano após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, estes foram os primeiros desde que a escalada envolvendo os houthis começou, em julho.
Isso ocorre em meio a uma escalada de ataques por parte dos militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, e poucos dias depois de Riad acusar os houthis de terem como alvo a cidade de Meca. Os houthis, apoiados pelo Irã, negaram a acusação, classificando-a como uma "mentira".
Alerta dos houthis
Os houthis, que controlam as regiões mais populosas do Iêmen e grande parte do norte do país, vêm realizando ataques contra a Arábia Saudita desde que anunciaram, em julho, um bloqueio naval contra o reino. As ações incluem ataques a embarcações sauditas no Mar Vermelho.
Os ataques têm como alvo cidades sauditas, infraestrutura energética e rotas marítimas, criando novas ameaças ao abastecimento global de petróleo e colocando em risco a principal rota alternativa de exportação dos países do Golfo pelo Mar Vermelho, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz continua bloqueado.
Na sexta-feira, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo havia frustrado tentativas criminosas não especificadas na capital iemenita, Sanaa. Ele atribuiu a responsabilidade à Arábia Saudita e prometeu uma resposta.
O grupo alinhado ao Irã, que neste mês assumiu o controle de toda a costa iemenita no Mar Vermelho em uma rápida ofensiva, afirma que a Força Aérea Saudita realizou centenas de ataques contra suas posições nos últimos dias.
Em comunicado divulgado na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU condenou "nos termos mais veementes" a continuidade dos ataques houthis contra a Arábia Saudita, incluindo ações que atingiram infraestrutura civil e energética e resultaram em feridos entre a população civil, incluindo mulheres e crianças.
No mesmo texto, o Conselho também condenou a "escalada militar dos houthis no Iêmen".
md (Reuters, AFP)
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