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Frota critica indicação de Eduardo aos EUA: "Velha política"

Deputado do PSL diz que filho do presidente 'nada tem de diplomático' e que relações não podem se confundir com amizades pessoais

2 ago 2019
10h07
atualizado às 11h20
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O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) criticou a nomeação de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, afirmando que a medida é exemplo da "velha política". A opinião foi manifestada em artigo no site Brazil Journal, no qual o parlamentar avalia que Eduardo não reúne as habilidades necessárias para exercer o cargo. Na noite desta quinta-feira, 1º, o presidente Jair Bolsonaro afirmou acreditar que o Senado deve aprovar a indicação.

Foto: Fátima Meira / Futura Press

"A diplomacia nesse nível pressupõe notórios conhecimentos de política internacional, amplos relacionamentos e, sobretudo, profundas habilidades de negociação. Eduardo nada tem de diplomático, haja vista ter aventado até mesmo o fechamento do STF por 'um cabo e um soldado'", escreveu Frota.

Ele classificou a indicação de Eduardo como um prejuízo para o País. "A relação de Eduardo com os EUA é de subordinação e não de independência", afirmou Frota, dizendo que as relações diplomáticas não podem se confundir com amizades pessoais.

Segundo o parlamentar, a indicação foi um "mimo" do capitão para o filho, dizendo esse tipo de relação é "exemplo do que há de mais velho na política". Em seu texto, contudo, o deputado afirma ainda que a escolha não se trata "formalmente" de nepotismo.

Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a indicação. "Eu conheço o filho dele e, provavelmente, é por isso que o fizeram (a indicação). Estou muito feliz ", disse. Indagado sobre se a nomeação configuraria nepotismo, Trump negou. "Não, não acho que é nepotismo, porque o filho ajudou muito na campanha. O filho dele é extraordinário".

Críticas

A indicação de Eduardo como embaixador do Brasil nos Estados Unidos pode quebrar uma tradição dentro do Itamaraty, desde a redemocratização, de ter na embaixada em Washington sempre um diplomata de carreira. Em entrevistas ao Estado, dois ex-ocupantes do cargo criticaram a nomeação.

O ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero disse que não havia "precedentes em países civilizados", enquanto o também ex-ministro Marcílio Marques Moreira disse esperar que a nomeação "fosse repensada".

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Estadão
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