Ex-candidata à Loira do Tchan tem apoio de Sheila Mello para enfrentar esclerose múltipla
Um vídeo publicado por Sheila Mello reacendeu uma memória dos anos 90, mas com um desfecho bem diferente do que muita gente imaginaria
Um vídeo publicado por Sheila Mello reacendeu uma memória dos anos 90, mas com um desfecho bem diferente do que muita gente imaginaria.
"Hoje eu recebi um pedido de ajuda, que foi da Fernanda", disse a dançarina ao compartilhar a história de uma antiga colega de concurso.
Fernanda Simões foi uma das finalistas do concurso que escolheu a nova Loira do Tchan, em 1998. Anos depois, seguiu outro caminho: tornou-se professora.
Agora, enfrenta o momento mais difícil da sua vida.
Uma amizade que atravessou o tempo
Mesmo após o concurso, Fernanda e Sheila mantiveram contato pelas redes sociais.
"Eu e Sheila tínhamos contato por rede social. Sempre acompanhei a filha dela crescendo."
A conexão entre as duas vem desde a época do concurso, quando dividiram experiências e sonhos.
"Nós, na época do concurso, fomos bem amigas lá… e ela era a única que realmente dançava."
Mais recentemente, esse vínculo se transformou em apoio concreto. Sheila foi uma das primeiras pessoas a contribuir com a vaquinha criada por Fernanda, além de ajudar a divulgar a campanha nas redes sociais.
Fernanda lembra com leveza daquele período, um contraste com o presente.
Quando o corpo começa a dar sinais
O diagnóstico veio há poucas semanas. Mas antes dele, vieram os sinais.
Os primeiros episódios aconteceram de forma inesperada, em situações comuns do dia a dia.
"Eu levei algumas quedas em casa. Um dia, eu fui num samba, num pagode… dançando, eu caí de joelhos."
A queda não era apenas física. Era o início de algo que ainda não tinha nome.
"Era uma habilidade inata minha, dançar. E eu caí… do nada."
Sintomas que avançaram rapidamente
Com o passar dos dias, os sintomas se intensificaram.
"Eu comecei com a visão turva… comecei enxergando duas coisas na minha frente."
Até que, em uma manhã, o corpo simplesmente não respondeu.
"Um dia eu amanheci com o lado esquerdo do corpo parecendo que tinha uma câimbra. Eu não conseguia mexer."
A urgência levou Fernanda ao hospital.
"Eu liguei para o SAMU, corri para o hospital… para ver o que estava acontecendo comigo."
O diagnóstico: esclerose múltipla
A resposta não veio de imediato.
Ela passou por atendimentos, exames iniciais que não identificaram o problema e retornos ao hospital.
"Fizeram tomografia, que não é o exame que identifica a esclerose."
Foi somente com exames mais específicos que o diagnóstico apareceu.
"Os neurologistas resolveram fazer ressonância. Então, eu tenho muitas lesões de esclerose."
A confirmação mudou completamente a rotina.
Uma nova realidade
Hoje, Fernanda convive com uma doença neurológica autoimune que afeta o cérebro e a medula.
As lesões impactam funções essenciais do corpo.
"Essas lesões estão afetando minha coordenação, equilíbrio, fala, deglutição…"
Ela também enfrenta cansaço extremo, dificuldade para andar e limitações no dia a dia.
O quadro foi considerado grave após um surto recente.
"É bem grave o meu caso."
Afastamento e luta por estabilidade
Com a progressão da doença, Fernanda precisou se afastar do trabalho por, pelo menos, 12 meses.
Professora por formação, ela viu sua rotina mudar completamente em pouco tempo.
Agora, além do tratamento, precisa lidar com despesas básicas e adaptações na vida cotidiana.
Uma vaquinha para continuar
Diante desse cenário, Fernanda criou uma vaquinha para custear o tratamento e manter o básico.
O objetivo é arrecadar recursos para medicamentos, cuidados contínuos e despesas essenciais.
"Existe tratamento, existe esperança… mas também existe um caminho que exige apoio. Peço, acima de tudo, compreensão, respeito e orações."
A mobilização ganhou força com o apoio de Sheila Mello, que compartilhou a história nas redes.
Agora, a continuidade dessa história depende de quem puder ajudar.
Quem não puder contribuir financeiramente pode ajudar compartilhando.
Neste momento, cada gesto importa.