Estado atende Coimbra e prorroga processo seletivo de policiais da reserva para monitoria nas Escolas Cívico-Militares
A Secretaria de Educação de São Paulo ampliou até 31 de julho o período de inscrições para o processo seletivo do Programa das Escolas Cívico-Militares. A decisão veio após solicitação do deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP), que buscava garantir mais tempo para que policiais militares da reserva pudessem apresentar sua documentação e se candidatar às vagas.
A seleção tem como meta a contratação de, no mínimo, 200 profissionais da reserva, entre monitores e monitores-chefes. Eles atuarão em cem escolas da rede estadual que passam a adotar o modelo cívico-militar a partir do segundo semestre deste ano.
Escolas Cívico-Militares: programa ganha adesão entre militares
O deputado Coimbra, autor da lei complementar 1.398/2024 que criou o programa em São Paulo, recebeu da Secretaria de Educação a confirmação de que mais de 300 militares já se inscreveram. No entanto, ele considera essencial ampliar o prazo para alcançar maior adesão e garantir um processo mais inclusivo:
"Os prazos são apertados para a entrega de documentos e muitos militares da reserva estão com dificuldades para conseguir, em tempo hábil, algumas certidões. A prorrogação até o final de julho veio em boa hora. A ideia é que o processo de contratação seja justo e democrático, e possibilite a organização de uma lista de espera, em caso de baixa", declarou o deputado.
Coimbra preside a Frente Parlamentar pela Implantação das Escolas Cívico-Militares na Assembleia Legislativa de São Paulo. O processo seletivo está aberto exclusivamente para policiais militares da reserva. As inscrições devem ser feitas por meio da plataforma Banco de Talentos da Secretaria de Educação, no site www.bancodetalentos.educacao.sp.gov.br.
Após a inscrição, o processo segue com análise de documentos e histórico dos candidatos, seguida de entrevista conduzida por representantes das Diretorias de Ensino e das escolas escolhidas pelos interessados. A previsão inicial é de dois monitores por escola, podendo haver ampliação conforme o número de alunos matriculados.
O projeto, que começou a ser construído pelo mandato de Coimbra há mais de seis anos, ganhou impulso com o apoio do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) e do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PL-SP). Segundo o parlamentar:
"Mesmo com tantos movimentos contrários, inclusive da Esquerda e de gente desinformada, o Governo do Estado acolheu nossa proposta e seguiu com a ideia em São Paulo, de forma autônoma, sem depender de autorização do governo federal".