| Reunião de cúpula sem grandes decisões
A reunião do G-8 em Gênova foi ofuscada pelos protestos antiglobalização e pela morte do ativista italiano Carlo Giulianni, mas não se resumiu a isso. Líderes dos sete países mais ricos do mundo (Alemanha, Itália, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canadá e Japão) e Rússia tomaram, ou adiaram, importantes decisões.
Uma das medidas mais expressivas tem a ver com a realização do encontro, que virou um evento de proporções colossais. O próximo deve ocorrer em uma região montanhosa do Canadá, para dificultar a realização de protestos. A tentativa é reviver o clima informal do primeiro encontro na cidade francesa de Rambouillet, em 1975.
O G-8 apoiou o envio de observadores internacionais para Israel. O líder palestino Yasser Arafat se mostrou satisfeito com a decisão, e quer que o os observadores cheguem ao Oriente Médio o mais rápido possível para evitar mais violência e salvar o processo de paz. O Protocolo de Kyoto, que limita a emissão de gases que provocam o aquecimento global, permanece sem solução. Os Estados Unidos, apesar das pressões européias, não ratificaram o acordo.
Não houve avanços significativos na questão da ajuda aos países em desenvolvimento. Os líderes do G-8 reconhecem a importância de apoiar estes países, mas, concretamente, pouco acontecerá. Um plano de ajuda à África foi esboçado, mas ainda será discutido no encontro de 2002.
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