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Ação da polícia gera críticas na Itália e no mundo

Ativista ensangüentado é detido por agentes de segurança (AP)
A violência policial durante os protestos antiglobalização realizados durante a cúpula do Grupo dos Oito (G-8) rendeu muitas críticas ao governo italiano, que promete investigar os acontecimentos de Gênova, sem ocultar quaisquer fatos. Os confrontos, que tiveram seu ápice em 20 de julho, deixaram cerca de 230 feridos, 280 pessoas presas - a maioria estrangeiras - e uma vítima fatal, o ativista italiano Carlo Giuliani, de 23 anos.

Muitos testemunhos de espancamento e maus tratos policiais foram divulgados por meios de comunicação, parlamentares e grupos de defesa dos direitos humanos. Entre eles, cinco ingleses alegaram ter sido espancados pela polícia italiana até ficarem inconscientes. Os manifestantes disseram que foram detidos sem motivo e que ficaram quatro dias em condições desumanas até serem liberados. As autoridades italianas prometeram ao governo britânico investigar estas acusações. Além disto, ativistas dizem ter ouvido, entre os policiais, coros anti-esquerda e em favor do fascismo e do ex-ditador chileno Augusto Pinochet.

"Se houve abusos ou excessos, estes serão identificados por uma investigação interna e com as investigações da magistratura", declarou o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. O ministro do Interior, Claudio Scajola, prometeu apresentar ao Parlamento um relatório sobre a violência. A promotoria de Gênova abriu três investigações sobre a atuação das forças de segurança. O policial que teria disparado os tiros que mataram um ativista está sendo investigado e pode ser acusado de assassinato.

A oposição italiana de centro-esquerda criticou o ministro do Interior e as forças de segurança. Entre seus argumentos, destaca-se o de que polícia usou de brutalidade excessiva para reprimir manifestações pacíficas, enquanto violentos grupos anarquistas destruíam a cidade. O bloco pediu que Scajola renuncie e que seja criada uma comissão para investigar os confrontos de Gênova. Os ministros do governo, de centro-direita, disseram que dariam apoio a Scajola e à atuação da polícia na repressão aos protestos.

A ação policial em Gênova também gerou críticas em outros países. O ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, reconheceu que o problema é grave, e deputados trabalhistas teriam exigido do primeiro-ministro Tony Blair que cobrasse explicações de Berlusconi. Integrantes da coalizão de governo da Alemanha - basicamente socialistas e verdes - criticaram veementemente os fatos. Marchas de protesto foram realizadas nas maiores cidades da Europa, todas criticando o governo italiano.


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