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Bruno Covas e Guilherme Boulos farão 2º turno em São Paulo

Na capital paulista, o 2º turno será disputado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e pelo candidato Guilherme Boulos (Psol)

16 nov 2020 00h18
| atualizado às 00h39
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Bruno Covas e Guilherme Boulos farão 2º turno em São Paulo
Bruno Covas e Guilherme Boulos farão 2º turno em São Paulo
Foto: Montagem / Estadão Conteúdo

A disputa pela Prefeitura de São Paulo será definida em um segundo turno entre o prefeito Bruno Covas (PSDB) e o candidato Guilherme Boulos. Com 99,67% dos votos apurados, o tucano tem 32,8% e o candidato do Psol, 20,2%.

A apuração dos resultados da eleição municipal foi marcada por uma falha em um supercomputador do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que gerou um significativo atraso na divulgação. O sistema que abriga as informações da Justiça Eleitoral também foi alvo de uma tentativa de um ataque hacker, mas o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, assegurou que a investida foi totalmente neutralizada.

Em São Paulo, o resultado do primeiro turno manteve a polarização entre um tucano e um candidato de esquerda. Mais uma vez, o deputado Celso Russomanno, candidato do Republicanos, largou como líder nas pesquisas de intenção de voto, mas perdeu força e terminou a disputa quarta posição, com 10,5 dos votos válidos.

Russomanno, que foi apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, ficou atrás também do candidato do PSB, Márcio França, com 13,65%. O candidato do PT, Jilmar Tatto, terminou em 5ª lugar, com 8,65%.

"Radicalismo"

Antes que o segundo turno estivesse decidido, Covas e Boulos fizeram pronunciamentos incisivos. "A esperança venceu os radicais no primeiro turno e a esperança vai vencer os radicais no segundo turno", disse o tucano. Segundo o atual prefeito, "São Paulo disse que quer experiência, quer continuar sonhando, com redução da desigualdade social, garantindo, através da responsabilidade fiscal, a justiça social".

"Eu vi o Covas falar de radicalismo. Radicalismo, para mim, é gente virar lixo para poder comer, é o abandono do povo. Nós queremos e vamos inverter prioridades, tirar a periferia do abandono", rebateu o candidato do Psol. "A periferia está abandonada pelo PSDB. Eu não apareço na periferia de quatro em quatro anos para fazer promessas. As pessoas aqui não são estatísticas, são gente", completou.

Boulos afirmou que, no primeiro turno, venceu Bolsonaro, "o projeto de ódio que tentou se enraizar em São Paulo" e que no segundo turno venceria João Doria, "que é quem realmente governa São Paulo, depois de ter abandonado a cidade". Covas, por sua vez, afirmou que "a cidade mostrou que quer alguém que possa ter a experiência para enfrentar esse grande desafio que nós temos à frente", referindo à pandemia do novo coronavírus. Ele agradeceu o apoio de Doria e disse que "governar exige ter atitudes e coragem".

Estadão
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