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Crivella surpreende e vai para o 2º turno no Rio com Pezão

Garotinho, do PR, ficou pouco atrás de Crivella

5 out 2014
19h59
atualizado às 23h05
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Com 100% dos votos apurados, está definida a disputa para o governo do Rio de Janeiro no segundo turno, que será entre os candidatos Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB). Pezão obteve 40,57% dos votos, ficando à frente de Crivella, que termina o primeiro turno com 20,26%, superando Garotinho, do PR, que liderou a corrida estadual até duas semanas antes. É a quinta vez que Crivella disputa um cargo majoritário. Nas outras quatro vezes foi derrotado. Anthony Garotinho, o grande derrotado dessas eleições, terminou  com 19,73% dos votos, em terceiro lugar. A votação para o segundo turno acontecerá no dia 26 deste mês. Confira o resultado final do primeiro turno.

Luiz Pezão (PMDB), candidato ao Governo do Rio de Janeiro, votou em Ribeirão das Lajes
Luiz Pezão (PMDB), candidato ao Governo do Rio de Janeiro, votou em Ribeirão das Lajes
Foto: Leonardo Berenger / Futura Press

Luiz Fernando Pezão (PMDB) – 40,57%
Marcelo Crivella (PRB) – 20,26%
Anthony Garotinho (PR) – 19,73%
Lindberg Farias (PT) – 10,0%
Tarcísio Motta (Psol) – 8,92%
Dayse Oliveira (PSTU) – 0,42%
Ney Nunes (PCB) – 0,11%
Brancos – 6,12%
Nulos – 11,44%

Quem é Luiz Fernando Pezão (PMDB)

O político Luiz Fernando de Souza (PMDB), conhecido como Pezão, tem 59 anos e tenta se reeleger ao cargo de governador do Rio de Janeiro. Alçado à função no mês de maio deste ano, depois da renúncia de Sérgio Cabral (PMDB), o administrador de empresas e economista tenta mudar a cara de um governo que até o início do ano tinha menos de 20% de aprovação da população por conta, principalmente, de escândalos e superfaturamento de obras. 

Casado com Maria Lucia, com quem tem dois filhos, Pezão foi duas vezes prefeito da cidade de Piraí, no sul do Estado, secretário de governo de Rosinha Garotinho (à época no PSB), entre 2002 e 2006, e depois duas vezes eleito vice-governador ao lado de Cabral. 

Em 1997 transforma a cidade de Piraí num pólo digital do Estado, levando internet grátis às escolas, postos de saúde e bibliotecas. O sucesso da iniciativa foi reconhecido internacionalmente. 

O apelido Pezão vem dos pés tamanho 47,5 que, segundo o candidato, servem para “andar em cada cantinho do Estado”. Além de vice-governador, foi secretário especial de infraestrutura do governo de Cabral e responsável pelas obras de reforma do Esta´dio do Maracanã para a Copa do Mundo, que deveriam ter custado R$ 800 milhoes, mas saíram por mais R$ 1,3 bilhão. 

Sua campanha se baseou na parceria que fez com a presidente Dilma Roussef (PT), que o apelidou de “pai do PAC” no Rio de Janeiro, e na manutenção e ampliação do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas comunidades pelo Estado. O projeto, que deu resultado no início, sofrido com o aumento da violência na região metropolitana e pode ser o calcanhar de Aquiles da campanha de Pezão. 

Quem é Marcelo Crivella (PRB)
Engenheiro, pastor licenciado da Igreja Universal, missionário, cantor, compositor e senador da república desde 2003, Marcelo Bezerra Crivella (PRB) é carioca e vai completar 57 anos na próxima quinta-feira 9. De aniversário ganhou um presente antecipado: a passagem para o segundo turno das eleições do Rio de Janeiro para disputar o governo contra Luiz Fernando Pezão (PMDB)

O candidato ao governo do Rio, Marcelo Crivella, votou no Clube Marimbás, junto ao Forte de Copacabana
O candidato ao governo do Rio, Marcelo Crivella, votou no Clube Marimbás, junto ao Forte de Copacabana
Foto: Murilo Rezende / Futura Press

Crivella tentará chegar ao Palácio da Guanabara pela terceira vez. Na primeira tentativa alcançou segundo lugar e na segunda ficou com a terceira maior votação. Tentou também ser prefeito do Rio de Janeiro duas vezes, sem êxito. Ficou em segundo lugar nas duas disputas. Ele é casado com Sylvia, tem 3 filhos e 2 netos. 

Conservador, o candidato criou polêmica nestas eleições ao dizer, durante a campanha, que “homossexualismo é pecado” e que “se deixar a Baixada (Fluminense) na miséria, pessoas migram para a capital para roubar”. Apesar de ter sido ministro da Pesca do governo Dilma Rousseff (PT), Crivella afirmou que nunca tinha pescado na vida. 

Ficou famoso pelo projeto chamado “Cimento Social”, destinado a reformar casas em comunidades carentes, mas acabou condenado pelo TSE, que considerou seu programa eleitoreiro. Chegou a ser acusado de querer criar uma lei contra o terrorismo que seria, na verdade, um esforço travestido de impedir manifestações populares nos moldes das que tomaram conta do país em junho de 2013. 

Sobrinho do líder da Igreja Universal, o bispo Edir Macedo, não nega suas origens, mas afirma que nunca misturou as coisas. Apesar disso, graças, em parte, à força do voto evangélico, foi eleito duas vezes para o cargo de senador (em 2002 e 2010). 

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Fonte: Terra
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