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'Não acredito em salvador da pátria', diz Amôedo em sabatina

Presidenciável comentou crise na Venezuela criticando proximidade do Brasil, em governos anteriores, com o chavismo

28 ago 2018
13h00
atualizado às 13h49
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O candidato à Presidência pelo Novo, João Amôedo, disse nesta terça-feira, 28, que não acredita em salvador da pátria. Amoêdo foi o segundo presidenciável a participar da série Estadão-Faap Sabatinas com os Presidenciáveis. À tarde, é a vez de Marina Silva, da Rede.Alvaro Dias, do Podemos, foi o primeiro convidado.

"A população é que vai decidir, e estou muito confiante de que a gente crescerá. O Novo tem ganhado muito espaço. Cabe ao cidadão fazer a opção", disse o candidato. "O salvador da pátria é cada um de nós."

 O candidato do Partido Novo à Presidência da República, João Amoêdo, é sabatinado pela série do 'Estado' em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado, no auditório da Faap, na capital paulista, nesta manhã de terça-feira, 28.
O candidato do Partido Novo à Presidência da República, João Amoêdo, é sabatinado pela série do 'Estado' em parceria com a Fundação Armando Alvares Penteado, no auditório da Faap, na capital paulista, nesta manhã de terça-feira, 28.
Foto: Helvio Romero / Estadão

Questionado sobre a crise na Venezuela, que levou ao caos econômico e humanitário no país latino-americano e provocou o êxodo de centenas de milhares de pessoas, o candidato criticou as relações de governos brasileiros com o chavismo.

"O Brasil, no caso da Venezuela, falhou lá atrás", afirmou o candidato. "O Brasil apoiou muito esse regime (chavista), e temos candidatos à Presidência que ainda apoiam. Precisamos de uma atitude mais rígida, mais firme, e fazer com que organismos internacionais participem desse processo. Sou contra fazer boicotes ou sanções, porque vai piorar a situação de quem está lá."

Sobre política externa, Amoêdo disse também que o País precisa de mais acordos comerciais. "A política externa tem fator determinante, que é fazer o básico, representar o básico, dar auxílio aos brasileiros no exterior, mas vender o Brasil no bom sentido, abrir as portas comercialmente, fazer acordos para reduzir tributação", afirmou.

O candidato defendeu ainda uma reforma do Estado, que, segundo ele, passaria por uma reforma da Previdência e a venda de estatais como o Banco do Brasil e a Eletrobrás, além de partes da Petrobrás.

"O Congresso custa R$ 10,5 bilhões por ano. A gente começa a somar esses números... Tem também a reforma da Previdência, a primeira que precisa ser feita. Precisa ter disposição e vontade de enfrentar os desafios", disse o candidato.

Amôedo defendeu as principais medidas adotadas pelo governo Michel Temer (MDB) no âmbito econômico. Ele disse que, se eleito presidente, vai manter a PEC do Teto de Gastos, a reforma trabalhista e a possibilidade de terceirização da atividade-fim das empresas.

O candidato defendeu, ainda, parcerias com o setor privado e investimentos na gestão dos presídios brasileiros, apontando a proposta como uma possível solução para a superlotação das unidades carcerárias no País. "Nós temos experiências boas, por exemplo, em Minas Gerais, onde tem funcionado muito bem, até o processo de ressocialização, a gestão pública. Então nós somos favoráveis a uma inciviativa privada atuando na gestão dos presídios e mesmo no investimento, dado que o Estado não tem recursos", disse Amoêdo após o evento. / LUIZ RAATZ e MARIANNA HOLANDA

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Estadão
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