MPT investiga supermercado que enviou carta a funcionários sobre 'voto consciente' e pedia mudança no Brasil
Rede Supermercados Zona Sul enviou documento às vésperas do segundo turno; esse é o segundo caso envolvendo uma ação de um mercado
O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) entrou com uma investigação para apurar uma carta enviada pelo Supermercado Zona Sul, que enviou uma carta aos seus funcionários com discurso sobre "voto consciente" e que pedia mudança no cenário político brasileiro.
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A carta afirma que o Brasil vive um "esgotamento ético e moral", além de um esgotamento do "modelo político econômico e institucional". A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalisma Ancelmo Gois. A rede Supermercado Zona Sul não se pronunciou sobre o caso.
"O País precisa de uma mudança de postura, de prioridades e de modelo. Reconhecer o esgotamento de um ciclo não significa perder a esperança. Significa compreender que insistir nos mesmos erros não produzirá resultados diferentes. Talvez o grande desafio do Brasil, neste momento, seja justamente este: recuperar valores, reconstruir a confiança e encontrar caminhos capazes de devolver à sociedade a perspectiva de um futuro melhor. Porque um país não se transforma verdadeiramente sem antes reconhecer que chegou a hora de mudar", diz um trecho do documento.
Caso similar em Salvador
Em Salvador, também nesta semana, uma outra rede de supermercados foi alvo de apurações do MPT. A Rede Mix obrigou os funcionários a vestirem uma camisa com o número 22 estampado, supostamente em comemoração ao aniversário de 22 anos da marca. Esse é o número de campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A empresa foi proibida de obrigar os funcionários a vestirem a camisa após uma liminar do MPT, sob multa diária de R$ 50 mil. Nos dois casos, o entendimento do MPT é que a ação da empresa pode constranger ou influenciar os funcionários através de uma posição política.
No caso do Rede Mix, a procuradora Manuella Gedeon afirmou em sua decisão que a campanha para o aniversário de 22 anos foi intensificada às vésperas da eleição, o que deu brechas para o entendimento que a ação tinha como objetivo uma influência político-eleitoral.
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