Deboche de 'fujões', apoio polêmico e presença de Michelle Bolsonaro: como foram os debates estaduais
Primeiros confrontos das eleições estaduais reuniram principais candidatos em 12 estados e no Distrito Federal
Os primeiros debates entre candidatos aos governos estaduais nas eleições de 2026 foram realizados neste domingo, 9, em uma rodada promovida pela Band que reuniu os principais nomes das disputas em 12 estados e no Distrito Federal. Os encontros marcaram a abertura do calendário de debates eleitorais na TV aberta, com discussões sobre propostas e alianças políticas, ausências, ataques entre adversários e questionamentos sobre a trajetória dos candidatos.
Momento da Decisão vai colocar frente a frente os principais candidatos à Presidência no dia 14 de setembro, às 22h, em debate promovido pelo Terra e outros 10 veículos
Veja os principais destaques:
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Rio de Janeiro
Em entrevista coletiva ao final do debate, Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou que aceita o apoio de qualquer pessoa. "Se o (traficante) Fernandinho Beira-Mar quiser me apoiar, eu aceito. Isso não quer dizer que eu vou deixar de prendê-lo", disse.
O encontro no Rio reuniu ainda André Marinho (Novo) e Douglas Ruas (PL). Eduardo Paes (PSD) havia confirmado presença até a véspera, mas desistiu do debate na noite de sábado, 8, alegando orientação de seu departamento jurídico.
A ausência de Paes acabou se tornando um dos assuntos do confronto entre os candidatos presentes, com Marinho o chamando de 'fujão' e imitando seus trejeitos, enquanto Ruas o acusou de ter uma 'trajetória de violência contra as mulheres'. A segurança pública foi o assunto mais comentado entre os candidatos durante o debate.
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Paraná
Uma ausência também ganhou espaço no debate paranaense. Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo estadual, desistiu de participar do encontro da Band e afirmou que não pretendia entrar em um "jogo combinado". Segundo vídeo publicado por Moro nas redes sociais, haveria um acordo entre PT e PSD para atacar sua candidatura.
Requião Filho (PDT), que participou do debate ao lado de Sandro Alex (PSD), reagiu à ausência do adversário e também chamou Moro de "fujão".
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Distrito Federal
O debate reuniu os seis candidatos ao governo: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB). O encontro foi realizado no Teatro do Sesc, em Ceilândia, maior colégio eleitoral da capital.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhou o confronto entre os candidatos ao governo do Distrito Federal ao lado da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da deputada Bia Kicis (PL). O encontro foi registrado por Damares nas redes sociais. Em vídeo, a senadora afirmou que estava entre amigos assistindo ao debate e mostrou Michelle e Bia Kicis. Segurança pública foi um dos principais assuntos entre os candidatos.
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Ceará
Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) participaram do debate como candidatos à disputa pelo governo do Ceará, enquanto Pedro Brito (Novo) desistiu do encontro. No confronto, Elmano acusou Ciro de votar em Flávio Bolsonaro (PL) e criticou o silêncio do psdbista sobre o escândalo do Banco Master até aqui.
"Você está caladinho com a denúncia do Banco Master do Flávio Bolsonaro", começou Elmano. "Tenha coragem de assumir suas posições políticas, eu assumo as minhas", concluiu.
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Bahia
Durante o debate na Band Bahia, ACM Neto (União) atacou a jornalista Mônica Bergamasco, da Folha de S.Paulo, após uma reportagem revelar que uma perícia técnica apontou 56,7% de probabilidade de origem sintética em seu programa de governo.
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São Paulo
O confronto teve como protagonistas o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e Fernando Haddad (PT). No debate realizado na sede da Band, os dois trocaram críticas sobre educação, privatizações, economia e suas alianças políticas. Tarcísio defendeu os resultados de sua gestão e afirmou ter gratidão a Jair Bolsonaro, enquanto Haddad criticou políticas de privatização e questionou a atuação do governador na área da educação. O petista é apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Tarcísio iniciou sua trajetória política com apoio do bolsonarismo.
Antes do confronto, houve confusão entre profissionais da imprensa. Um cinegrafista que prestava serviço para a Globonews deu uma cabeçada em um repórter do Brasil de Fato, enquanto disputavam espaço. O cinegrafista teve seu contrato rescindido.
No encontro de São Paulo, segurança pública, uso de tecnologia e contas públicas foram os principais temas, com Haddad e Tarcísio trocando críticas sobre os índices de violência e os resultados da gestão estadual.
Para este domingo, a emissora programou encontros em 12 estados e no Distrito Federal, com transmissão a partir das 20h. Os debates foram apresentados como a primeira oportunidade de confronto direto entre os principais candidatos das disputas estaduais e abriram o calendário eleitoral na televisão aberta. Na sequência da programação, o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República está marcado para 16 de agosto, também às 20h.
A rodada de debates ocorre em um momento em que os partidos ainda concluem os registros das candidaturas. Os pedidos devem ser protocolados até 15 de agosto, enquanto a propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.



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