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Em meio à febre de doramas e k-pop, MEC Idiomas passa a oferecer a curso de coreano

Plataforma gratuita do Ministério da Educação ganha terceiro idioma com alfabeto hangul, além do inglês e espanhol

23 out 2026 - 19h05
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Resumo
Impulsionado pelo sucesso do K-pop e dos doramas, o Ministério da Educação incluiu o curso gratuito de coreano na plataforma MEC Idiomas, que já ensinava inglês e espanhol. A novidade aborda desde o aprendizado do alfabeto hangul até a conversação cotidiana, com videoaulas, exercícios de pronúncia e escrita. Dividido em seis níveis, do básico ao avançado, o curso assíncrono atende à crescente demanda de brasileiros interessados em se conectar mais profundamente com a cultura sul-coreana.

O coreano é a novidade do MEC Idiomas, portal e aplicativo gratuito do Ministério da Educação (MEC) que, até agora, ensinava apenas inglês e espanhol. A nova opção chega com recursos que vão do aprendizado do alfabeto à prática de conversas do dia a dia.

A chegada à plataforma pública acontece em meio a um interesse crescente do brasileiro pelo idioma. E coincide com um período de forte presença do K-pop no País, com shows e turnês, como a passagem do Stray Kids pelo Rock in Rio, e a expectativa pelos shows do BTS em São Paulo, no fim de outubro. Além dos doramas que já são queridinhos do público nos últimos anos.

O coreano será o primeiro idioma da plataforma a usar um sistema de escrita diferente do alfabeto latino. Por isso, um dos destaques é o ensino do hangul, formado por 24 letras básicas (14 consoantes e 10 vogais) que, combinadas, formam blocos que representam sílabas.

Pela nova aba Letras, o estudante poderá ouvir o som de cada letra, consultar a romanização (a representação da pronúncia com caracteres latinos) e acompanhar o próprio progresso. Uma trilha guiada apresenta o alfabeto passo a passo, e as atividades de escrita orientam o traçado de cada letra, com retorno imediato.

Há ainda exercícios de associação entre som e letra: em um, o aluno ouve um áudio e identifica a letra correspondente; em outro, vê a letra na tela e escolhe o som certo.

Do alfabeto à conversa

Para aproximar o aprendizado de situações reais, o aluno acompanha um diálogo e escolhe a resposta mais adequada. As alternativas aparecem em coreano, com a pronúncia, e o sistema explica por que determinada resposta funciona naquele contexto.

Também haverá prática oral: o estudante ouve uma frase, acompanha a pronúncia e a repete em voz alta usando o microfone do dispositivo. Se não puder falar naquele momento, pode seguir a aula sem fazer o exercício.

As videoaulas apresentam expressões em coreano com romanização e tradução em português. A narração explica o uso de cada uma, com legendas que podem ser ativadas ou desativadas, e os diálogos cotidianos permitem acompanhar cada fala com áudio, pronúncia e significado, no ritmo de cada pessoa.

A plataforma oferece cursos online assíncronos e gratuitos, organizados em etapas do nível básico ao avançado. Segundo o MEC, cada idioma tem seis níveis (A1 a C2), com quatro a seis módulos por nível e de dez a 15 aulas por módulo. O aluno faz um teste para avaliar seu conhecimento e começar pelo módulo adequado.

Atualmente o MEC Idiomas soma mais de 774 mil matrículas ativas.

Febre coreana

Entre abril e setembro de 2026, o Duolingo, famoso aplicativo de aprendizagem de idiomas, registrou aumento de 45% no número de usuários brasileiros ativos diariamente no curso de coreano. O que mostra que existe realmente uma procura alta pelo idioma.

"Fandoms transformam curiosidade em motivação. Quando alguém começa a aprender um idioma para entender melhor uma música, um artista ou uma cultura, esse interesse pode se tornar um hábito de aprendizado", afirma Analigia Martins, diretora de marketing do Duolingo no Brasil.

Segundo o Duolingo, o idioma deixa de ser só ferramenta de comunicação e passa a ser uma forma de se aproximar da cultura: entender letras de músicas, acompanhar conteúdos sem depender totalmente de traduções e até se preparar para futuras viagens. Para muitos fãs, acompanhar o artista favorito pode ser apenas o primeiro passo para aprender uma nova língua.

Estadão
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