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Conversamos com uma das principais empresas de cibersegurança da Espanha; e a avaliação deles não é animadora

A Secure&IT apresentou uma visão geral contundente da IA ​​e do cibercrime em Madri; Os atacantes já estão usando modelos muito mais personalizados, automação e engano; A segurança cibernética terá que se adaptar a uma vulnerabilidade crescente

1 jun 2026 - 09h09
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Foto: Imagens | Xataka / Xataka

Texto original de Javier Marquez

Ontem de manhã, participei de mais uma edição da conferência de cibersegurança Secure&IT em Madri com um objetivo bastante claro: aprender como as empresas estão usando inteligência artificial para se defenderem melhor e dificultarem a vida dos cibercriminosos.

Essa era uma expectativa razoável. A IA se tornou uma das tecnologias mais promissoras do setor, e parecia lógico pensar que grande parte da discussão giraria em torno de suas novas capacidades defensivas.

Mas a conferência ofereceu uma visão muito mais profunda. O que está mudando não é apenas mais uma camada tecnológica sobre os sistemas existentes. É a própria mentalidade da cibersegurança. A velocidade das mudanças, a sofisticação dos ataques e a introdução de novas ferramentas baseadas em algoritmos estão forçando as empresas a repensarem tudo, desde como atualizam softwares até como antecipam ameaças.

A sensação, ao ouvir os palestrantes, era clara: não estamos diante de uma simples atualização de ferramentas, mas sim de uma mudança de paradigma.

Francisco Valencia, CEO da Secure&IT, a quem tive o prazer de entrevistar há algum tempo, trouxe essa ideia à tona logo de início com uma declaração particularmente impactante:

"Sempre dissemos que, em cibersegurança, estamos um passo atrás do cibercrime, e agora estamos dez passos atrás".

A declaração foi marcante em sua franqueza, mas também ajudou a estruturar a conversa. Encarar essa desvantagem de frente, sem oferecer falsas certezas, é...

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