PUBLICIDADE

Especialistas explicam por que a queda da Selic ajuda no financiamento imobiliário

Queda histórica da Selic representa um bom momento para realizar o sonho da casa própria

13 abr 2020 11h50
| atualizado às 23h42
ver comentários
Publicidade

O Comitê de Política Monetária do Banco Central tem reduzido a meta da Taxa Selic praticamente em todas as ocasiões possíveis. Atualmente, o valor está em 3,75%, a mínima histórica depois de várias outras mínimas históricas sucessivas.

Foto: DINO / DINO

Para muita gente, a queda da Taxa Selic não significa muita coisa. Afinal, as pessoas não estão bem informadas sobre o impacto dos juros sobre suas vidas econômicas.

No entanto, uma Selic em níveis baixos costuma ter influência positiva em muitos setores. O imobiliário é um deles.

É o que defende os especialistas em financiamento da Donno Imóveis , uma das principais imobiliárias de Florianópolis, Santa Catarina.
De acordo com eles, a queda dos juros da Selic significa uma nova oportunidade para a compra da casa própria.

"Exatamente. Segundo a Abrainc, cada 1% a menos na taxa de juros de financiamento, mais de 2,8 milhões de pessoas podem comprar imóveis. Como a Selic impacta diretamente a taxa de financiamento imobiliário, sua queda torna mais fácil comprar a casa própria", revela o especialista.

A lógica é simples. A Taxa Selic é a taxa de juros mais importante da economia brasileira e a de menor valor também. Atualmente, ela está em 3,75% ao ano, mas pode variar na próxima reunião do Copom.

Todas as outras taxas de juros do país, do rotativo, do cartão de crédito e até o financiamento imobiliário, passando pelos rendimentos de investimentos de Renda Fixa e empréstimos pessoais, são mais influenciados ou menos influenciados pela Selic.

Um exemplo simples que mostra esse impacto está na análise de como o banco obtém dinheiro para poder emprestar às pessoas para que comprem suas casas.

Para ter os recursos para esse financiamento, o banco vende títulos de investimento (normalmente chamados de CDBs) ou letras de crédito (as famosas LCIs, Letras de Crédito Imobiliário) para investidores, prometendo uma remuneração que é, na maior parte das vezes, atrelada ao CDI (que, por sua vez, é equivalente à Selic).

Por isso, quando a Selic sobe, o CDI sobe também e o dinheiro que o banco pega emprestado para financiar as operações imobiliárias fica mais caro. Para compensar, ele sobe os juros do financiamento.

"O oposto é verdadeiro também: quando a Selic cai, o CDI cai e o dinheiro do banco fica mais barato. Por isso, ele pode baixar os juros para dinamizar as operações e financiar mais imóveis", explicam os especialistas.

Por causa disso, um momento de queda histórica da Selic pode ser visto como uma excelente oportunidade para comprar imóveis, pois a taxa de juros dos financiamentos tende a cair.

"É o que temos visto. Muitos financiamentos estão ficando mais baratos nos últimos meses, reflexo da queda de juros da Selic. Isso acontece porque há sempre concorrência entre os bancos pelos financiamentos. Se um banco diminui a taxa, os outros precisam reduzir também ou perderão contratos futuros", expõe o especialista.

No entanto, não basta ter uma Selic em baixa para conseguir bons juros em um financiamento imobiliário. O cliente tem que ter um bom relacionamento com a instituição financeira para conseguir uma boa redução de taxas.

Os bancos, de forma geral, oferecem taxas mais atrativas para os clientes que querem ter um relacionamento maior com a instituição, ou seja, que utilize os serviços oferecidos como cheque especial, cartão de crédito e/ou façam portabilidade de conta salário, enfim, torne-se um cliente habitual do banco.

Um exemplo prático é o Crédito Imobiliário CAIXA, na linha SBPE que possui taxas de juros que são definidas de acordo com perfil e relacionamento do cliente com a Banco.

Financiamento com a correção na TR, a taxa de juros efetiva pode variar entre 7 % a.a. +TR%. a 8,50% a.a. +TR%, no SFH (imóveis com valor de até 1,5 milhão).

O cliente que opta pela correção no IPCA, verá a taxa de juros efetiva no SFH variar de 3,95% a.a. +IPCA%. a 4,95% a.a. +IPCA%. A Caixa oferece ainda a aplicação de taxas de juros diferenciadas (entre 2,95% a 3,25%), para a contratação de Imóvel Residencial no SBPE, reajustado pelo IPCA, para clientes com melhor avaliação de risco (rating A e AA), maior relacionamento, quota de financiamento igual ou menor que 60% e imóvel com valor de avaliação de até R$ 500.000,00.

Vale ressaltar que esta prática de taxas baixas atreladas ao relacionamento não são exclusividade da Caixa e sim de todos os bancos que oferecem crédito imobiliário na praça.

As mesmas condições valem para o Minha Casa Minha Vida?

No MCMV as condições são diferentes, pois a taxa de juros é calculada em função da renda bruta do grupo familiar, sendo que quanto maior a renda mais elevada a taxa de juros. A taxa de juros nominal do MCMV, sem redutor, pode variar de 5,5% a.a.+TR% a 8,16% a.a.+TR%.

O proponente ao financiamento ainda conta com um redutor de 0,5% na taxa de juros para quem comprove a titularidade de Conta Vinculada do FGTS com, no mínimo, 36 meses de trabalho sob o regime do FGTS, somando todos períodos trabalhados, consecutivos ou não.



Website: https://donnoimoveis.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
Publicidade
Publicidade