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Grande SP amanhece com nevoeiro e visibilidade reduzida

Noites frias facilitam a ocorrência do nevoeiro. Entenda uma das formas mais comuns de formação deste fenômeno.

17 mai 2020
16h21
atualizado em 18/5/2020 às 07h53
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A madrugada desta segunda-feira, 18 de maio, foi bem fria no estado de São Paulo. O dia começou novamente com um forte nevoeiro sobre a Grande São Paulo e em outros locais do leste do estado de São Paulo, como o Vale do Paraíba e o Vale do Ribeira.

Semana seca

Com a presença de uma forte massa de ar seco sobre o estado de São Paulo, o tempo continua aberto e firme nesta segunda-feira. Os dias ficam ensolarados e secos no estado até a quinta-feira, 21 de maio.  Os dias começam frios, mas à tarde esquenta. A umidade relativa do ar fica baixa à tarde, com valores entre 20% e 30% em muitas regiões paulistas, incluindo a Grande São Paulo.

Mas fique atento para a mudança no tempo na sexta-feira, 22, quando deve voltar a chover.

O que formou o nevoeiro na Grande SP no domingo?

Um forte nevoeiro encobriu a Grande São Paulo no amanhecer do domingo, 17 de maio, mas que se dissipou por volta das 9 horas dando lugar a um dia ensolarada, com céu azul.

O nevoeiro foi formado por causa do resfriamento acentuado na madrugada. Pela medição do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia, a madrugada do domingo foi a terceira mais fria deste ano na cidade de São Paulo. A temperatura mínima foi de 12,2°C, valor que também foi registrado em 8 de maio. O recorde atual de menor temperatura em 2020 na capital paulista é de 11,8°C, no dia 10 de maio.

Foto: Climatempo

Foto de Aline Tochio, Santo André (SP)

Foto: Climatempo

Foto de Paulo Takeschi, São Paulo (SP), zona sul

Foto: Climatempo

Foto de César Soares, São Paulo (SP), zona norte

Foto: Climatempo

Foto de João Basso, São Paulo (SP) - zona oeste

Nevoeiro de radiação

O nevoeiro que se formou sobre a Grande São Paulo no amanhecer do domingo, 17 de maio, é chamado de nevoeiro de radiação e é causado pela perda radiativa, que é um processo natural de perda de calor pela atmosfera. Com a perda radiativa, a atmosfera esfria e isto ocorre todos os dias de forma acelerada no período noturno. 

A quantidade de nuvens é um fator que interfere diretamente neste esfriamento natural da atmosfera. A nebulosidade retém calor. Assim, o resfriamento da atmosfera é maior em noites com pouca ou nenhuma nebulosidade. Quando há muita nebulosidade à noite, o resfriamento da atmosfera é menor e a temperatura do ar não cai tanto como em uma noite sem nuvens.

Foto: Climatempo

Noites com poucas nuvens são mais frias do que noites com muitas nuvens

O nevoeiro formado a partir da perda radiativa é um dos tipos mais comuns e pode ocorrer em qualquer lugar, desde que as condições meteorológicas de umidade no ar e de temperatura sejam adequadas. Isto varia muito de um local para o outro.

O nevoeiro é um fenômeno meteorológico que pode ocorrer em qualquer época do ano, mas se torna mais frequente no outono e no inverno, quando há maior chance de noites mais frias e com poucas nuvens. 

Veja também:

Previsão Brasil - Baixa umidade relativa do ar em parte do país
Climatempo
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