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Chuvas intensas em Oman deixam 19 mortos

País recebeu o dobro da quantidade anual de chuva esperada; estruturas nos Emirados Árabes também foram prejudicadas

17 abr 2024 - 14h07
(atualizado às 14h13)
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Chuvas torrenciais geram recordes históricos de volume de água nos Emirados Árabes e Oman
Chuvas torrenciais geram recordes históricos de volume de água nos Emirados Árabes e Oman
Foto: Reprodução/Redes Sociais / Perfil Brasil

Dubai e outras cidades dos Emirados Árabes registraram níveis históricos de chuvas no último domingo (14). Oman, país vizinho dos EAU, confirmou a morte de pelo menos 19 cidadãos. Ao mesmo tempo, diversos voos do aeroporto de Dubai foram cancelados.

As autoridades locais orientaram os moradores a permanecerem em suas casas. Vídeos publicados nas redes sociais mostram carros submersos, ruas alagadas e aviões gerando ondas enquanto pousavam.

Em Oman, foram registrados 230 milímetros de chuva em único dia. Esse valor é maior que o dobro da quantidade anual esperada pela capital do país (100 milímetros). Similarmente, o governo dos Emirados Árabes afirmou que aquela foi a maior quantia de chuvas em 75 anos. Foram 255 mililitros em menos de um dia, de acordo com o centro de meteorologia local.

Consequências das chuvas

Na manhã desta quarta-feira (17), autoridades de Oman divulgaram que 19 pessoas faleceram em decorrência do evento climático. Segundo a Associated Press, dez das vítimas são alunos que estavam dentro de um mesmo veículo, e foram arrastados pela água.

O aeroporto internacional de Dubai permanece com as atividades irregulares - diversos voos foram adiados e até mesmo cancelados. "Alagamentos e bloqueios nas ruas limitaram as opções de transporte para a chegada e saída de viajantes. A recuperação vai levar um pouco de tempo. Agradecemos pela paciência e compreensão enquanto lidamos com esses desafios", escreveu o perfil do aeroporto nas redes sociais.

Origem do fenômeno

Por conta de características geográficas, alguns países no Oriente Médio têm o costume criar chuvas "artificiais" no deserto. Chamado de semeadura de nuvens, o processo se baseia no uso de aviões e helicópteros para pulverizar agente químicos. As nuvens são condensadas e, consequentemente, geram mais chuvas.

Entretanto, um especialista na modificação de nuvens entrevistado pelo The New York Times afirmou que não existe relação entre as chuvas recentes e a semeadura. "O aprimoramento das chuvas não causou um aumento do volume das chuvas", explicou Steven Siems, da Universidade de Monash.

Similarmente, Janette Lindesay, cientista climática da Universidade Nacional da Austália, enfatizou a influência das mudanças climáticas. O clima normal foi potencializado pelo calor dos oceanos e da atmosfera.

"É bem provável que o aquecimento global teve um papel na intensidade desse eventoEm muitas partes do mundo, estamos vendo eventos que geram menos chuvas, ou chuvas moderadas. Mais dias secos, mas, nos dias com chuva, o volume é mais alto", explicou.

Perfil Brasil
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